Fátima Gavioli: reordenamento de escolas é política pública e vai melhorar investimentos

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Foto: Divulgação/ Seduc

O reordenamento das escolas estaduais em Goiás tem causado polêmica e dúvidas dos pais e estudantes que começam o ano letivo de 2020. A secretária de educação, Fátima Gavioli, foi entrevista pelo Jornal Bandeirantes nesta segunda-feira, 13 e justificou a mudança que segundo ela, foi feita com base de estudos e com o objetivo de melhorar a infraestrutura das escolas e formação dos alunos.

Segundo Fátima, o reordenamento das escolas é uma política pública que estava sendo implantada em Goiás desde 2016, mas que os números eram menores, por isso não chamava a atenção.

Eu entendi que era uma política pública que deveria ser dado sequência”, afirmou. De acordo com ela, foi pedido um estudo rede que pudesse contabilizar quantas escolas existem em Goiás, qual a distância de uma para outra, o nível de ensino que era oferecido, o número de alunos por funcionário e número de funcionários por turma.

Com esse estudo em mãos eu fui observando que existem escolas que dividem muro com outra. Ou 300 metros, 800 metros, isso com a mesma modalidade de ensino”, explicou. A partir dos dados, segundo a secretária, foi possível definir o parâmetro da reordenação: “criamos uma portaria para definir o ordenamento e ela era clara: dois quilômetros na zona urbana e 15 km de ida e volta na zona rural com transporte escolar”.

De acordo com Fátima, até o momento ela tem recebido muitos elogios pela ação, mas sabe que também é um ponto de difícil convergência com todos.

Investimentos

A secretária afirmou na entrevista que o reordenamento vai promover uma melhor estrutura física dos escolas e fazer novos concursos para professores e servidores da rede. Isso será possível, segundo ela, pois os recursos poderão ser destinados de forma mais concentradas e se dissipar entre várias unidades.

Ela também lembrou que os prédios das escolas que forem desativadas não serão fechadas e os servidores concursados não vão ser exonerados. As estruturas podem ser recebidos pelos municípios para ampliar a oferta de educação infantil nas escolas, por exemplo.

“É tudo muito técnico, não tem nada de política”, destacou.

Até o momento foram reordenadas 20 escolas no Estado. Porém, de acordo com a secretária, uma nova análise deve ser feita após o fim do período de matrículas.

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