Estuprador em série de Aparecida de Goiânia já foi condenado a mais de 150 anos de prisão

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O estuprador em série, Welinton Ribeiro da Silva, que atuava principalmente em Aparecida de Goiânia, já foi condenado a mais de 150 anos de prisão. De acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Justiça já condenou Welinton em 11 ações penais por estupros em série. Além do crime de estupro, a promotora de Justiça, Valéria Cristina de Paula Magalhães, também oferece denúncias por roubo de celulares e dinheiro das vítimas.

Além dessas, tramitam na 3ª Vara Criminal da comarca outras oito ações penais contra o réu por crimes da mesma natureza. Existem ainda investigações contra Welinton da Silva nos municípios de Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Guapó, Abadia de Goiás e Hidrolândia. Os casos correm em sigilo, em razão da privacidade das vítimas e testemunhas, não sendo permitida a divulgação de seus nomes.

Crimes e identificação

Os crimes pelos quais ele possui condenação foram cometidos nos setores Parque Itamarati, Goiânia Park Sul, Pontal Sul, Pontal Sul I, Jardim dos Girassóis, Vila Delfiori, Bairro Cardoso II e Bairro Independência, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2019. As sentenças foram proferidas pela juíza Débora Letícia Dias Veríssimo.

Em 2016, foi remetido ao MP o inquérito policial relativo a um dos estupros, ocorrido em 2010, com pedido final de arquivamento por ausência de provas. Porém, antes de concordar com o arquivamento, o MP-GO requisitou que fosse realizado o exame de DNA das secreções colhidas da vítima e inserido no Banco de Perfis Genéticos, para comparação com os perfis nele arquivados.

Embora não tenha havido coincidência naquela época, a diligência possibilitou que, anos depois, com a inserção dos perfis genéticos colhidos de novas vítimas, se verificasse as coincidências entre eles, concluindo-se que se tratavam de estupros praticados pelo mesmo indivíduo, ou seja, um estuprador em série. Foram encontradas mais de 30 coincidências genéticas de vítimas estupradas com o perfil genético do acusado.

Prisão

Assim, foi instalada, pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil, a Força-Tarefa 213, que conseguiu prender Welinton Ribeiro da Silva depois de localizar o aparelho de celular de outra vítima, que havia sido vendido para uma loja de celulares. Ao ser abordado pelos policiais, o acusado apresentou documentos falsos e estava em posse de uma motocicleta furtada. Depois de ser identificado, foi descoberto que, contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto, na comarca de Rondonópolis (MT).


Leia mais: Fiscalização interdita quatro estabelecimentos em Aparecida de Goiânia

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