Empresários de bares e restaurantes fazem manifestação na porta do Paço Municipal de Goiânia

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Manifestante na porta do Paço Municipal. Foto: divulgação.

Os sindicatos de categorias que representam bares, restaurantes e similares de Goiás se manifestaram na manhã desta quarta-feira (10), na porta do Paço Municipal de Goiânia, para reivindicarem flexibilizações no decreto da prefeitura da capital publicado no último domingo (7) prorrogando por mais sete dias as restrições de atividades comerciais na cidade.

Participaram do ato o Sindicato dos Trabalhadores, Bares e restaurantes (Sechseg), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Goiás (Abrasel), o Sindicato de Restaurantes, Bares e Similares de Goiânia (Sindibares) e demais empresários de outras áreas. As principais pautas defendidas pelas categorias foram as permissões para que os estabelecimentos pudessem funcionar com as vendas em drive-thru, ‘pague e leve’ e funcionamento com atendimento aos clientes no local com restrições, além de um canal de comunicação direto com a prefeitura para ajudar nas fiscalizações dos comerciantes que não respeitarem os protocolos de segurança.

O empresário Gustavo Gayer disse que esta decisão de impedir os estabelecimentos de entregar os pedidos aos clientes na porta dos locais é uma decisão “estapafúrdia”.

“Esta é uma das decisões mais estapafúrdias que eu já vi. Impedir que as pessoas possam entregar na porta de seus estabelecimentos de forma individual e com distanciamento. Em que fundamento eles se basearam para fazer isso? Nós estamos falando de uma sociedade que já tá com um nariz fora da água, já teve o ano de 2020 que perdeu sua renda”, disse Gayer.

De acordo com as categorias, desde o primeiro decreto de 1º de março, cerca de seis mil profissionais destas áreas foram demitidos e outros serão já a partir da próxima semana se nenhuma mudança ocorrer. Lázaro Menhada, gerente de um bar em Goiânia, disse que no estabelecimento que ele trabalha haverá a demissão de 70 pessoas se não houver uma flexibilização nesse decreto municipal.

“A gente passou quatro, cinco meses fechados, voltamos a funcionar, fazer tudo que os fiscais e governo pediram, mesmo assim a gente está sendo o mais prejudicado com tudo isso. A gente vê os ônibus cheios, outras atividades funcionam… e a gente só quer o nosso direito de ir trabalhar e cuidar da nossa família”, disse ao DG.

O empresário na área da educação Jenifer Crecci disse que está pessimista em relação à reabertura das atividades comerciais em Goiânia, segundo ele o diálogo com o prefeito não prosperou.

“Nós não temos notícias muito boas. Tivemos aqui na semana passada, o prefeito nos recebeu, apresentamos muitos estudos de casos, estudos científicos que corroboram com alternativas eficientes, porém pouco diferente dessas políticas públicas que estão sendo tomadas pela Secretaria de Saúde e do próprio prefeito. Mesmo assim, o decreto foi prorrogado por mais sete dias, então a nossa expectativa não é muito boa, não”, pontua Jennifer.

Para o presidente do Sindibares, Newton Pereira, o momento é delicado devido à pandemia, mas é preciso, segundo ele, voltar com os trabalhos com segurança sanitária.

“Entendemos que é um momento crítico que estamos vivendo em relação a pandemia. Mas nós queremos ter condições de continuar com nossas vendas”, ressalta.