A candidata ao Senado por Goiás Isaura Lemos (PSB) defendeu, em entrevista ao Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes, o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estejam sob investigação.
Isaura afirmou que votaria favoravelmente ao afastamento temporário dos ministros até a conclusão das apurações. Segundo ela, magistrados envolvidos em casos sob análise não deveriam participar dos julgamentos relacionados às próprias acusações.
A candidatura de Maria Isaura Lemos, pelo PSB, está registrada para a disputa pelo Senado em Goiás nas eleições de 2026.
Isaura defende afastamento durante investigações
Durante a entrevista, Isaura Lemos criticou a participação de ministros do STF em julgamentos nos quais, segundo ela, existiriam questionamentos relacionados aos próprios integrantes da Corte.
“Eu votaria a favor. Os ministros têm que se afastar até que comprove se ele tem”, afirmou.
Na sequência, a candidata citou ministros e mencionou alegações envolvendo familiares e pessoas próximas a integrantes do STF. As afirmações foram apresentadas por Isaura durante a entrevista e não foram verificadas de forma independente nesta matéria.
A candidata defendeu que os ministros mencionados sejam afastados enquanto as situações são analisadas.
Entre os nomes citados por Isaura estão Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.
Ela também questionou a participação de ministros em decisões relacionadas a casos que possam envolver interesses ou situações atribuídas a eles ou a pessoas próximas.
Candidata fala sobre caso envolvendo antigo gabinete
Outro tema abordado durante a entrevista foi a posição de Isaura sobre as chamadas “rachadinhas”, prática que consiste na apropriação de parte dos salários de servidores ou assessores de um mandato.
A candidata afirmou ser contrária à prática e relatou uma situação em seu antigo gabinete. Segundo ela, alguns funcionários não poderiam ter contratação formal.
Segundo Isaura, ela não destinou os recursos ao próprio patrimônio. A candidata afirmou que usou o dinheiro para contratar pessoas que a apoiavam, mas não podiam entrar na folha de pagamento.
“Sou contra totalmente as rachadinhas, especialmente aquelas que são para enriquecer o mandatário”, declarou.
Na entrevista, Isaura reconheceu que a situação não seria justificável, mas afirmou que, na avaliação dela à época, havia uma necessidade de manter pessoas trabalhando no mandato.
Isaura afirma que recurso não foi para seu bolso
A candidata disse ainda que posteriormente conversou com os envolvidos para encerrar a prática.
Segundo Isaura, os funcionários receberam a orientação de interromper a divisão dos valores da forma como faziam anteriormente.
“Em nenhum momento esse recurso foi para meu bolso”, afirmou.
Isaura também mencionou uma decisão da ministra Cármen Lúcia relacionada ao caso. Segundo a candidata, a decisão concluiu que não houve prejuízo ao erário.
A declaração reflete a interpretação de Isaura sobre o processo. Para publicar a informação, é necessário consultar a íntegra da decisão judicial e confirmar seus fundamentos e o teor exato
Candidata disputa vaga ao Senado por Goiás
Maria Isaura Lemos tem 72 anos, é técnica em enfermagem e foi deputada estadual por Goiás entre 1999 e 2019, segundo o perfil divulgado pela Agência Senado.
Nas eleições de 2026, ela concorre ao Senado pelo PSB, com o número 400. A candidatura aparece como deferida nos registros eleitorais consultados.
A entrevista à Rádio Bandeirantes integra a série de participações de candidatos ao Senado na programação da emissora durante o período eleitoral.



