O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691.
O valor médio pago pelo programa também será reajustado. Segundo o Ministério do Planejamento, a média passará de R$ 675 para R$ 777.
A mudança começa a valer na folha de outubro. Os pagamentos do mês terão início em 19 de outubro, conforme o calendário oficial do programa.
O reajuste ocorre após o programa permanecer sem atualização dos valores desde seu relançamento, em março de 2023.
Reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026
De acordo com o Ministério do Planejamento, o reajuste terá custo adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos entre outubro e dezembro.
Para 2027 e 2028, o impacto anual estimado nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.
Com a atualização, a previsão de gastos com o Bolsa Família em 2027 passará de aproximadamente R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões, segundo as informações divulgadas pelo governo.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que há espaço fiscal para bancar o reajuste. Ele também informou que os números consolidados sobre a situação fiscal serão apresentados em setembro.
“Temos segurança que o espaço fiscal é superior do que é preciso pra custear essa medida”, declarou Moretti.
Segundo o governo, a ampliação dos mecanismos de combate a fraudes também contribuiu para viabilizar a atualização dos benefícios.
Quem tem direito ao Bolsa Família
Para receber o Bolsa Família, a família precisa ter renda mensal por pessoa de até R$ 218 e estar inscrita no Cadastro Único, com os dados atualizados. Também é necessário cumprir as condicionalidades previstas nas áreas de saúde e educação.
Entre as exigências estão compromissos relacionados à frequência escolar, vacinação e acompanhamento pré-natal para gestantes.
Em agosto, o programa atendia aproximadamente 19,3 milhões de famílias no país. O valor médio naquele mês era de R$ 678,18, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Benefícios adicionais também serão reajustados
Além do valor mínimo por família, o Bolsa Família possui benefícios adicionais destinados a determinados integrantes do grupo familiar.
Atualmente, os adicionais são de:
- R$ 150 por criança de até seis anos;
- R$ 50 por gestante;
- R$ 50 por pessoa de 7 a 18 anos incompletos;
- R$ 50 por bebê de até seis meses.
Com o reajuste, os valores passarão para:
- R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos;
- R$ 58 por gestante;
- R$ 58 por pessoa de 7 a 18 anos incompletos;
- R$ 58 por bebê de até seis meses.
Os valores adicionais são cumulativos conforme a composição familiar e as regras do programa.
Pagamentos começam em 19 de outubro
O calendário de outubro do Bolsa Família começa em 19 de outubro e segue de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
| Final do NIS | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3 | 21 de outubro |
| 4 | 22 de outubro |
| 5 | 23 de outubro |
| 6 | 26 de outubro |
| 7 | 27 de outubro |
| 8 | 28 de outubro |
| 9 | 29 de outubro |
| 0 | 30 de outubro |
Os beneficiários podem consultar informações sobre o benefício e os valores liberados pelos canais oficiais do Bolsa Família e da Caixa.
Reajuste ocorre em ano eleitoral
O anúncio do reajuste ocorre em 2026, ano de eleições gerais no Brasil. A medida foi anunciada pelo governo federal nesta quinta-feira (17).
A equipe econômica informou que a atualização corresponde à reposição da inflação acumulada desde o início do atual governo até agosto.
O Bolsa Família é uma das principais políticas de transferência de renda do governo federal. O programa foi relançado em 2023 e mantém o benefício mínimo de R$ 600 desde então.
A legislação do programa permite a atualização dos valores, mas não estabelece reajustes obrigatórios em período determinado.



