Eleito deputado estadual por Goiás pelo PL, com 40.116 votos, o Coronel Urzeda afirmou nesta quinta-feira (8) que pretende fazer oposição ao governo Lula durante seu mandato na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Durante entrevista ao programa Manhã Bandeirantes, o parlamentar eleito também comentou a atuação do governador Ronaldo Caiado na segurança pública, fez críticas ao chefe do Executivo estadual e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e falou sobre sua campanha eleitoral.
Urzeda diz que fará oposição a Lula
Ao comentar a possibilidade de Lula permanecer na Presidência da República, Coronel Urzeda afirmou que pretende fazer oposição ao governo federal.
O deputado eleito disse que vai criticar as ações da gestão petista e afirmou que considera negativos os resultados do governo Lula para o país.
“Eu vou começar aqui analisando essa desgraça que o Lula fez no Brasil. Para mim vai ser bom demais”, declarou.
Urzeda também afirmou que pretende manter uma atuação política alinhada ao seu posicionamento ideológico.
“Eu sou um cara ideológico. Se você for ver meus projetos de lei como vereador, eu tenho projetos ideológicos, mas tenho projetos, por exemplo, de crescimento da cidade”, afirmou.
Coronel Urzeda faz críticas a Caiado
Durante a entrevista, Urzeda também apresentou ressalvas à atuação política de Ronaldo Caiado. O deputado eleito fez críticas ao governador, mas afirmou que reconhece o trabalho desenvolvido por ele na área da segurança pública.
Ao avaliar a atuação de Caiado junto às forças de segurança, Urzeda declarou:
“Eu nunca vi, eu reconheço, alguma pessoa defender as forças policiais como o Caiado faz. Eu nunca vi”, afirmou.
O coronel também citou as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Penal e a Polícia Técnico-Científica ao defender o trabalho das forças de segurança de Goiás.
Segundo Urzeda, a estrutura de segurança do estado contribuiu para impedir que criminosos ganhassem notoriedade em Goiás.
Deputado critica decisões do STF
Urzeda também criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que defende o que chamou de “devido lugar” da Corte dentro das atribuições constitucionais.
O deputado eleito citou os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes ao questionar decisões relacionadas à atuação de advogados.
“Eu não aceito aquilo não. Cadê a Confederação? Cadê a Ordem dos Advogados do Brasil?”, questionou.
Ele também defendeu a eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Segundo Urzeda, a escolha do presidente seria necessária para estabelecer uma relação de equilíbrio entre os Poderes.
Urzeda afirma ter devolvido R$ 600 mil do fundo eleitoral
O deputado eleito também detalhou os gastos de sua campanha. Segundo ele, foram devolvidos R$ 600 mil do fundo eleitoral.
Urzeda afirmou que utilizou cerca de R$ 60 mil antes de solicitar a devolução dos recursos. O restante, segundo ele, foi devolvido posteriormente.
O parlamentar disse ainda que recebeu aproximadamente R$ 218 mil a R$ 220 mil em doações e utilizou recursos próprios na campanha.
“Meu dinheiro não é capim. Então, o que é que eu fiz? Eu fui visitar a gente de porta em porta”, afirmou.
Segundo Urzeda, a campanha também contou com apenas 11 cabos eleitorais em todo o estado. Ele destacou ainda o uso das redes sociais para divulgar sua candidatura.
Deputado atribui votação ao digital e ao posicionamento ideológico
Urzeda afirmou que sua votação foi resultado principalmente da combinação entre posicionamento ideológico e presença digital.
Ele contou que inicialmente trabalhava com a expectativa de alcançar cerca de 30 mil votos. Depois, passou a considerar a possibilidade de conquistar uma das últimas vagas da chapa do PL.
Segundo o deputado eleito, a percepção sobre sua candidatura mudou nos últimos dias da campanha.
Ele afirmou que eleitores que antes buscavam adesivos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a pedir materiais com o nome do próprio Coronel Urzeda.
“Eu achei estranho”, relatou.



