Confirmada terceira morte relacionada ao consumo da cerveja Belorizontina

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Divulgação/Backer cervejaria

Mais uma pessoa morreu por síndrome nefroneural em Minas Gerais. O óbito foi confirmado na manhã desta quinta-feira, 16, pela Polícia Civil. A suspeita é que a doença seja vinculada ao consumo da cerveja artesanal Belorizontina, da fabricante Backer.

A última vítima confirmada é um homem de 89 anos que morreu às 2h50 no Hospital Mater Dei, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O corpo deve passar por exames e perícia no Instituto Médico-Legal (IML).

Uma força-tarefa investiga a relação das internações e mortes com o consumo da cerveja; A substância tóxica dietilenoglicol foi encontrada em lotes do produto.

Na tarde de ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encontrou as substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol na água usada para fabricação das cervejas Belorizontina. Segundo integrantes do ministério, a água é utilizada para resfriamento do mosto – mistura de ingredientes que vão compor a cerveja após sua fermentação.

O ministério também afirmou que sete lotes da Belorizontina foram contaminados.

Os sintomas da síndrome nefroneural apresentados foram insuficiência renal aguda de evolução rápida (ou seja, que levou a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas) e alterações neurológicas centrais e periféricas que podem ter provocado paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

Vítimas

Na tarde de ontem, 16, foi confirmada a morte de Antônio Márcio Quintão de Freitas, de 76 anos, por conta da síndrome neufural. A primeira vítima da síndrome a morrer foi Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos. Ele estava internado em Juiz de Fora e morreu em 7 de janeiro.

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