Atlético-GO acerta redução de 33% dos salários dos jogadores

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Desde a suspensão do futebol no Brasil, os cofres dos clubes vivem uma situação difícil. Sem receitas, as cobranças seguem acumulando e quem não tinha dinheiro em caixa, está se endividando. Para evitar o colapso financeiro, todas as equipes da Série A já diminuíram salários de seus jogadores. Segundo o jornalista Bruno Daniel, das Feras do Esporte, o Atlético Clube Goianiense acertou nesta semana a redução de 33% do salário de todos os atletas. Em caso de permanência na Série A, a diretoria irá devolver o dinheiro que deixou de ser pago nesse período de pandemia.

O presidente executivo do Atlético, Adson Batista, confirmou o acordo em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes Goiânia. “Foi uma conversa clara, honesta, olho no olho, em ambiente aberto e arejado, para os sensacionalistas não virem criar situações. Me reuni com eles na segunda-feira e mostrei a realidade. Fui verdadeiro e sincero”, disse.

“Mostrei que nossa forma de trabalhar é sempre com credibilidade e parceria. Debatemos vários assuntos, um deles foi esse que discutimos e nos entendemos. Foi um acordo importante para esse momento. O Atlético não quer tinhar dinheiro de jogador e nem prejudicar. Queremos na verdade privilegiar quem produz, então diante disso fizemos um acordo importante nesse momento de grandes dificuldades”, disse.

Retorno dos treinamentos

Adson Batista solicitou junto ao departamento médico atleticano um cronograma para o retorno dos treinamentos. Um plano foi traçado e o clube rubro-negro agora aguarda apenas um aval das autoridades de saúde para retomar as atividades.
Todos os jogadores que estão em Goiânia assinaram um documento e são responsáveis junto com o clube pela volta aos treinos em breve.

“Estamos nos preparando de maneira minuciosa, com exames e medidor de temperatura à distancia. São protocolos rígidos pra que a gente consiga dar toda a segurança para a saúde de todos os profissionais que aqui estão”, conta.

O presidente do Atlético também exalta o fato dos jogadores serem grandes contribuintes em rendas de outras famílias. “Espero que o futebol volte mais rápido o possivel para podermos conseguir resgatar esse importante meio de emprego no Brasil, afinal um atleta as vezes tem várias famílias que ele contribui. Então com todos os cuidados vamos voltar os treinamentos o mais rádido o possível, dependendo da autorização dos õrgãos de saúde”, finaliza.

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