Após tentativa de censura, Bienal do Rio vende quatro milhões de livros

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A organização da Bienal do livro do Rio de Janeiro, que acabou neste domingo, 8, estima que o evento tenha vendido um total de quatro milhões de livros, dos 5,5 milhões que estavam disponíveis. E esse recorde de vendas começou em um momento específico: o fim de semana que se seguiu à tentativa de censura do prefeito Marcelo Crivella a um gibi representando dois homens se beijando, na última sexta-feira, 6. A organização da Bienal chegou a falar em crescimento de 60% nas vendas ante 2017, mas depois voltou atrás, dizendo que esse número ainda precisa ser confirmado.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, cassou ontem a liminar emitida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que permitia a apreensão de livros na Bienal do Rio de Janeiro. O ministro atendeu a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Felipe Neto

O youtuber Felipe Neto organizou no fim de semana uma ação para distribuir mais de 10 mil livros com temática LGBT. Ele havia anunciado a ação na sexta-feira,6, em um vídeo anunciando que comprou todo o estoque dos principais livros com temática LGBT do evento e que distribuiria gratuitamente. Os livros foram embalados por um plástico preto e um recado:  “Este livro é impróprio para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas”.