Aparecida de Goiânia passou da 10ª para a 2ª posição entre os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026. O levantamento, elaborado pela MySide com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde, aponta que a cidade registrou 12,68 mortes por 100 mil habitantes em 2025, ante 18,2 no ano anterior. A queda foi de aproximadamente 30%.
Com o resultado, Aparecida avançou oito posições em um ano e passou a figurar entre os municípios goianos com menores taxas de mortes violentas consideradas pelo estudo. Caldas Novas lidera o ranking estadual, com índice de 11,59. Jataí aparece em terceiro lugar, com 12,95, enquanto Goiânia ocupa a sétima posição, com taxa de 15,21 mortes por 100 mil habitantes.
O prefeito Leandro Vilela afirmou que a evolução representa um marco para o município, que historicamente enfrentou problemas relacionados à violência e à insegurança.
“Subir oito posições em apenas um ano e chegar ao segundo lugar entre as cidades goianas com mais de 100 mil habitantes é um marco para Aparecida. Estamos trabalhando para mudar essa realidade com planejamento, responsabilidade e integração entre as forças de segurança”, declarou.
Vilela atribuiu parte dos avanços à retomada da parceria entre a Prefeitura e o Governo de Goiás, em janeiro de 2025, quando assumiu a gestão municipal. Segundo ele, a articulação com o então governador Ronaldo Caiado, o governador Daniel Vilela e as forças de segurança contribui para prevenir crimes.
Integração entre forças de segurança
A administração municipal aponta a integração entre as forças de segurança, o compartilhamento de informações e o uso de tecnologia como ferramentas importantes para prevenir crimes e melhorar a capacidade de resposta das equipes.
O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Éder Fernandes, destacou que Aparecida acumulou investimentos em monitoramento e estruturação da área ao longo de diferentes gestões.
Segundo ele, a partir de 2009, durante a administração do então prefeito Maguito Vilela, o município recebeu investimentos em monitoramento e estrutura de segurança. O trabalho teve continuidade na gestão de Gustavo Mendanha, com iniciativas como o projeto Cidade Inteligente e o sistema Olhos de Águia, que chegou a contar com cerca de 600 câmeras.
Fernandes avalia que a cooperação entre município e Estado fortalece o combate à criminalidade. Segundo ele, o uso de tecnologia e inteligência também contribui para ampliar as ações de prevenção.
O secretário ressaltou, porém, que a redução dos indicadores não encerra os desafios da segurança pública. A meta, segundo ele, é manter o trabalho para ampliar a proteção dos moradores.

Taxa de mortes fica abaixo das médias estadual e nacional
A taxa registrada por Aparecida de Goiânia também ficou abaixo das médias de Goiás e do Brasil. Conforme o anuário, o estado apresentou índice de 17,32 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional ficou em aproximadamente 21,5.
Com 12,68 mortes por 100 mil habitantes, Aparecida registrou uma taxa cerca de 27% inferior à estadual e 41% abaixo da nacional. Goiás ocupa a oitava posição entre as unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal.
Os índices permitem comparar a incidência de mortes consideradas pelo levantamento em localidades com populações de tamanhos diferentes.
Histórico mostra oscilações no ranking
Os dados das edições anteriores mostram mudanças na posição de Aparecida ao longo dos últimos anos. Na edição de 2024, com dados de 2023, o município ocupava o sexto lugar estadual, com taxa de 20,7 mortes por 100 mil habitantes.
Na edição de 2025, baseada nos números de 2024, a cidade caiu para a décima posição, com índice de 18,2. Já no levantamento de 2026, com dados referentes a 2025, voltou a subir e alcançou o segundo lugar.
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil utiliza registros de mortalidade do Ministério da Saúde e dados populacionais do IBGE para calcular a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes. A metodologia considera a Classificação Internacional de Doenças, CID-10, da Organização Mundial da Saúde (OMS).




