Abril pode ser ainda um mês com muitos casos de covid-19, em Goiás

O distanciamento social e as vacinas podem ter ajudado para que o cenário de hoje da pandemia chegasse a um platô

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A superintendente se diz preocupada com o mês de abril, afirma que é preciso respeitar os protocolos. Foto: reprodução.

O mês de março foi o pior momento da pandemia da covid-19 em Goiás e em todo o Brasil, no entanto abril pode manter o número de casos e mortes ainda no patamar semelhante a março. De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, ainda não é possível confirmar se em abril os números serão maiores.

“Não sei se na mesma proporção que tivemos em março, mas ainda assim vai continuar alto. Isso é fato. Porque como eu falei, esse é o último indicador a diminuir, depois ele decresce”, disse ela em entrevista na manhã desta quinta-feira (1), à Rádio Bandeirantes Goiânia.

Sobre o atual cenário das vagas de leitos nas UTIs destinadas a pacientes com a covid-19, Flúvia explica que estamos numa situação de estabilidade com números altos e que vai demorar a diminuir.

“Hoje, o que a gente vê pelos dados e tendências de solicitação de leitos especificamente, é uma tendência de estabilização lá no alto. O que quer dizer isso? Parou de aumentar o número de solicitações de leitos, mas ainda tem filas de espera para UTI. Isso vai demorar a cair. Não é rápido. Então a gente vai ter algumas semanas, entrando abril adentro, provavelmente, com essa situação”, explica.

A superintendente destacou que neste momento, principalmente, de reabertura das atividades econômicas no estado em que as pessoas estão mais expostas nas ruas, é preciso manter a preocupação com as medidas de segurança, ou então os casos vão aumentar.

“Se as pessoas não se comportarem da forma adequada. Não utilizarem os protocolos de biossegurança, uso de máscara, manter distanciamento e higienização das mãos, isso pode acontecer sim. Assim como nós vimos no pós carnaval, isso também pode acontecer agora no pós feriado da Semana Santa se as pessoas não tomarem os cuidados necessários”, ressalta.

Com os decretos do estado e outros municipais, foi possível chegar a um platô, o distanciamento social foi importante para chegarmos à essa estabilidade.

“Com certeza isso é um reflexo da diminuição da mobilidade das pessoas. Só que não é algo rápido. É algo lento, vai diminuindo a transmissão, diminui as internações também e por último vemos a redução de óbitos”, pontua.


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