Após operação, Padre Robson pede afastamento de Afipe e Basílica de Trindade

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O padre Robson de Oliveira Pereira, fundador da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e um dos principais líderes da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, pediu afastamento de suas funções nesta sexta-feira (21). A decisão ocorre após operação que investiga o religioso e a Afipe por suposta apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal.

O afastamento foi anunciado em documento assinado pelo arcebispo da Arquidiocese de Goiânia, Dom Washington Cruz. No texto, a instituição informa que o sacerdote deve permanecer afastado “até que se esclareçam todos os fatos”.

Operação Vendilhões

Na manhã desta sexta-feira (21), o Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio da Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Vendilhões. A investigação apura supostos crimes praticados por dirigentes das Associações identificadas como Afipe (Associação Filhos do Pai Eterno, Associação Filhos do Pai Eterno e Perpétuo Socorro e Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro).

Além de mandados cumpridos na sede da Associação, localizada na Avenida 24 de Outubro, no Setor Aeroviário, em Goiânia, também foram cumpridos mandados na casa do Padre Robson de Oliveira.

O que diz a Igreja

Conforme nota da arquidiocese, a Igreja Católica declara que “surpreendida” com a ação do Poder Judiciário e do MP, mas aceita “com humildade” os atos praticados pela autoridade judiciária. A nota diz, ainda, que a Igreja está, junto à Província dos Missionários Redentoristas de Goiás, “aberta para apurar com transparência quaisquer denúncias em desfavor de seus membros”.

As funções do padre Robson serão assumidas, de forma interina, pelo padre André Ricardo de Melo, provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás.

Pedido de prisão negado

O Ministério Público de Goiás chegou a pedir a prisão do Padre Robson de Oliveira, pelos crimes de organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documento e sonegação fiscal. O pedido, porém, foi negado pela Justiça.

A justificativa do MP-GO para o pedido de prisão foi a de que o padre estaria se apropriando de recursos da Associação e ainda passando os bens para outras pessoas. Na ocasião, o órgão queria o afastamento do padre da presidência da Afipe e que ele fosse proibido de entrar nos prédios da Associação.

Defesa

Em coletiva de imprensa, o advogado Pedro Paulo Medeiros, que representa o padre, disse que o religioso está “chateado com acusações, mas tranquilo”. De acordo com a defesa, a Afipe e o padre estão à disposição do Ministério Público.

Leia mais:

“Todo rendimento foi investido na Afipe” afirma advogado da Associação

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