Empresa de transporte coletivo suspende operação em Goiânia devido crise causada pela Covid-19

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A empresa de transporte coletivo, Viação Reunidas, anúncios que está suspendendo as operações temporariamente em Goiânia e região metropolitana. De acordo com a empresa, os quase 90 dias mantendo os serviços e operando com prejuízo, não deram outra alternativa, a não ser para os trabalhos.

No último sábado (13), diretoria e os mais de 400 colaboradores encerraram as atividades. Os funcionários ainda não receberam o salário e o vale alimentação referentes ao mês de maio. “Desde o dia 15 de março a empresa vem operando com um terço da demanda que existia nos dias normais. Essa queda chegou a 80%, conforme o governo foi flexibilizando, essa queda foi reduzindo”, revelou Henrique Vinícius da Paz, Diretor Executivo da empresa.

Apesar da melhora, um balanço feito pela empresa no mês de junho registra 68% de queda na demanda. Com a queda, a empresa não conseguiu arcar com os custos operacionais para continuar mantendo o trabalho em uso. “Implantando todas as medidas necessárias para conseguir continuar operando, [mas] ainda teve o agravamento do decreto de isolamento, que exigiu transportar todos os passageiros sentados, e isso praticamente inviabiliza qualquer operação de empresas de transporte urbano”, completou.

“Após o primeiro decreto do Governo do Estado definindo a quarentena, as empresas perderam sua capacidade de pagamento, uma vez que a receita foi fortemente comprometida com a diminuição de passageiros e a determinação de somente transportar somente passageiros sentados. Esse é apenas um dos motivos que fizeram com que a Reunidas chegasse a esse momento crítico”, explica o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e Passageiros de Goiânia e Região Metropolitana (SET), Adriano Rodrigues Oliveira.

Ajuda do governo

O Governo do Estado, por meio do Plano Emergencial proposto em 18 de maio, comprovou a real situação de dificuldade econômico-financeira das empresas através de auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE). Foi, inclusive, aprovado pelos demais órgãos de controle, bem como Ministério Público e Defensoria Pública.

Todos os números apresentados pelas empresas e auditados pela CGE comprovaram a dificuldade delas darem andamento à prestação de serviço no modelo em que foi imposto. “Estávamos esperançosos com a Plano Emergencial do Governo do Estado. Do valor que o Estado de Goiás apontou de déficit de custeio operacional das empresas (R$ 23milhões e meio), a parte destinada à Reunidas seria de 2 milhões e meio,referentes somente a março e abril, sem contar maio e parte de junho. Se esse recurso tivesse saído, não teríamos chegado neste momento,” avalia Henrique.

Outras empresas enfrentam o mesmo problema

Segundo o SET, a situação da Reunidas é um espelho do que está acontecendo com o sistema de transportes da capital. O risco de outras empresas entrarem em colapso é real. A Viação Reunidas já comunicou à Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), a suspensão do trabalho.

A Viação Reunidas opera nas regiões oeste e noroeste. Enquanto não há linha de crédito bancário aprovada ou uma solução vinda do poder público, responsável pelo transporte público coletivo e por oferecer à população o serviço essencial, a empresa espelho Rápido Araguaia irá assumir e executar os serviços da área atendida, sem deixar qualquer prejuízo para os passageiros que precisam do transporte para se deslocar.


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