Vila Nova terá reforma administrativa e Hugo Jorge Bravo compara com clubes da A e B

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A situação do Vila Nova pode ser comparada ao nosso país, Brasil. Afinal, dos três clubes da capital, o Vila Nova é a única “democracia” de fato, onde todos os presidentes são eleitos através de voto e a situação só é definida quando o pleito acontece. Nos outros dois times, apesar de haver votação e pleito eleitoral, apenas um grupo detém o poder há anos. E assim como o Brasil, o Vila há tempos necessita de uma reforma administrativa, ignorada por presidentes anteriores. A pandemia chega para acelerar processos que irão viabilizar o financeiro e evitar a falência. Hugo Jorge Bravo, presidente executivo do Vila, é quem tem a tarefa de enxugar a máquina colorada.

“São 64 profissionais no nosso quadro administrativo. É uma grande empresa e que, assim como outras no país, está sofrendo bastante nesse período. Estamos buscando entrar em acordo por mais pelo menos um ou dois jogadores. Em relação ao trabalho administrativo, já estamos trabalhando sem folgas pra fazer mudanças.  O que teremos que fazer é utilizar dos benefícios propostos pelo governo, suspendendo contratos de trabalho. O clube entra com 30% do salário e o governo com 70%. Em outros serviços vamos reduzir as jornadas de trabalho para reduzir salários. Isso está sendo construído e temos algo adiantado para na próxima semana comunicarmos do que vamos fazer”, explicou Hugo ao repórter Juliano Moreira, das Feras do Esporte.

Comparação

O presidente colorado comparou as diferentes realidades financeiras dos clubes do Brasileirão com a situação dos trabalhadores no Brasil. “Estamos vivendo o que um autônomo no país vive. Podemos comparar clubes das Séries A e B como um servidor público, um assalariado, que tem sua cota de televisão por mês previamente definida. Apesar que eles também terão dificuldades. Uma vez que não está tendo transmissão, a Globo também vai diminuir suas cotas”, disse.

Hugo Jorge Bravo ainda completa. “Somos hoje um trabalhador autônomo, que precisa matar um leão por dia pra sobreviver. Hoje sobrevivemos de bilheteria, vendas de produtos, exploração de bares em dias de jogos, patrocinadores. E isso pra nós foi praticamente a zero. É uma sistemática de muita dificuldade. Estamos com todo apoio do marketing buscando sensibilizar os parceiros, os patrocinadores para que eles continuem conosco nesse momento e continuem acreditando e nos ajudando”.

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