UFG cria plataforma para monitorar covid-19 em Goiás

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A Universidade Federal de Goiás (UFG) informou nesta terça-feira (31), que uma equipe multidisciplinar da instituição desenvolveu uma plataforma web que permite o monitoramento da pandemia de covid-19 no Estado de Goiás, em nível municipal.

A ferramenta, segundo os pesquisadores, busca atender tanto ao cidadão comum que quer acompanhar os números de casos confirmados, quanto aos agente públicos, em especial aos da área de saúde, para ter um acesso mais amplo de informações para a tomada de decisões.

O monitoramento desenvolvido tem capacidade para fornecer informações sobre todo o Estado como extensão territorial, número de habitantes/densidade populacional e incidência de casos confirmados. Ainda está em desenvolvimento uma área de serviços gerais, na qual o usuário pode acessar um menu de serviços para saber a localização de hospitais, farmácias e supermercados da região; pontos de vacinação e malha viária.

A expectativa da equipe é aprofundar os detalhes à medida que as secretarias de Saúde dos municípios e do Estado repassem informações do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de fontes locais aos grupo de pesquisadores.

Segundo o pesquisador do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocesamento (Lapig), professor do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa/UFG), Manuel Eduardo Ferreira, espacializar e setorizar a incidência do novo coronavírus permite que os analistas aprofundem o olhar sobre os impactos da pandemia. “É possível trazer informações sobre a fragilidade social de determinados grupos. De posse desses dados, um epidemiologista pode decidir quando e onde kits de testes para o covid-19 podem ser enviados”, explica.

Primeira versão

Uma primeira versão da plataforma já está pronta e pode ser acessada por meio do link https://covidgoias.ufg.br.

“Como o coronavírus já está em Goiás há cerca de duas semanas e o Ministério da Saúde declarou que a transmissão já é comunitária, entendemos que devemos disponibilizar o aplicativo o quanto antes como uma forma de contribuir para o enfrentamento do problema”, pontua Manuel Ferreira. 

Com o tempo poderão ser incluídas outras camadas de informações, como deslocamentos da população, cenários de contaminação, mapas de aglomeração (avaliando o isolamento social), zonas de maior risco para alguns grupos (como idosos e vulneráveis em termos socioeconômico), dentre outros. Para isso, serão cruzados dados diários do SUS e secretarias de governo com mapas diversos (infraestrutura, atividade de indústria e comércio, unidades hospitalares, escolas, dentre outras categorias de dados).

A ferramenta está disponível na web e pode ser visualizada em computadores e dispositivos móveis, sem a necessidade de uma instalação. “Ainda não é um app, porque esse desenvolvimento leva mais tempo e requer alguns custos. No entanto, pode ser acessada de computadores e smartphones. Nesse caso, a tela e os gráficos são redimensionados”, observa o pesquisador.

Leia mais:

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