Candidato ao Senado pelo PRD, Gustavo Mendanha defende mandato de 12 anos para ministros do STF em sabatina

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O candidato ao Senado por Goiás Gustavo Mendanha (PRD) reconheceu que sua candidatura provoca “certo incômodo” dentro da base governista. Em entrevista ao programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes Goiânia, nesta segunda-feira (7), ele afirmou que decidiu disputar a eleição após um compromisso firmado quando entrou no grupo político.

Segundo Mendanha, o acordo foi estabelecido em 2023 com o vice-governador Daniel Vilela e o então governador Ronaldo Caiado. Na ocasião, de acordo com o candidato, ficou definido que ele poderia disputar uma vaga de vice ou o Senado.

“Eu só estou aqui e sou candidato de fato porque havia um compromisso”, afirmou.

Mendanha disse ainda que integrantes da base chegaram a conversar com ele sobre a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O argumento seria de que uma eleição para deputado federal poderia ser mais tranquila.

O candidato afirmou, porém, que manteve sua decisão de concorrer ao Senado e buscou um partido que lhe desse autonomia para a disputa.

Mendanha diz trabalhar por toda a base

Ao comentar a relação com outros candidatos ao Senado, Mendanha afirmou que mantém diálogo e respeito por nomes que integram a base governista.

Ele citou Gracinha Caiado, Gustavo Gayer, Vanderlan Cardoso, Zé e Zacarias, além de outros políticos com quem mantém relações.

Mendanha afirmou que procura respeitar apoiadores que defendem outros candidatos. Ao mesmo tempo, disse que continuará trabalhando para conquistar votos e alcançar seu objetivo eleitoral.

“Eu tenho respeito pela dona Gracinha Caiado, mas estou trabalhando também, buscando o objetivo que é ser eleito”, declarou.

Candidato lamenta falta de diálogo com Gracinha

Mendanha também comentou o desgaste com Gracinha Caiado durante a entrevista. Segundo ele, houve tentativas de articulação para promover uma conversa entre os dois, mas não ocorreu um encontro direto.

O candidato afirmou que nunca houve, por parte dele ou de sua equipe, qualquer ação contra Gracinha.

“Eu já pedi um encontro. Você não quer receber, paciência. A gente tem que respeitar o direito das pessoas de querer dialogar ou não”, afirmou.

Mendanha disse lamentar a situação porque, na avaliação dele, o conflito tira o foco dos objetivos da base. Entre eles, citou a eleição de dois senadores e a reeleição de Daniel Vilela.

Ele também afirmou que apoios políticos compartilhados não deveriam provocar conflitos entre os candidatos.

Mendanha declara apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes

Durante a entrevista, Mendanha também foi questionado sobre a possibilidade de apoiar um eventual processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O candidato afirmou que seria favorável ao impeachment de Alexandre de Moraes caso fosse senador. Segundo ele, qualquer autoridade que cometa um crime passível de punição deve responder por seus atos.

“Se um cidadão comum, se um religioso, se um político comete um crime passível de prisão, ele tem que ser preso. Um ministro do Supremo Tribunal Federal também”, afirmou.

Mendanha defendeu ainda a criação de um mandato de 12 anos para ministros do STF. Para ele, a medida ajudaria a estabelecer maior equilíbrio entre os Poderes.

O candidato afirmou que existe atualmente uma dificuldade na relação entre as instituições e defendeu mudanças para reduzir a interferência entre os Poderes.

Candidato defende redução da jornada de trabalho

Mendanha também se posicionou favoravelmente à redução da jornada de trabalho. Ao mesmo tempo, afirmou que é necessário considerar os impactos da medida sobre as empresas.

Segundo ele, pequenas empresas e negócios familiares poderiam enfrentar dificuldades com uma mudança sem flexibilidade.

O candidato também mencionou o avanço de tecnologias de automação e afirmou que empresas já utilizam robôs humanoides em atividades industriais.

Mendanha defendeu a necessidade de conciliar a proteção aos trabalhadores com condições para que os empresários mantenham seus negócios e empregos.

“Temos que ter um olhar, claro, pelo trabalhador. Mas nós temos que pensar também na outra ponta, nos empresários”, afirmou.

Mendanha busca consolidar candidatura ao Senado

Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha disputou o governo de Goiás em 2022. Agora, ele tenta conquistar uma das duas vagas de Goiás no Senado nas eleições de 2026.

A candidatura ocorre dentro da base governista, mas em meio à disputa interna por espaço entre os nomes que pretendem representar o grupo na corrida ao Senado.

Mendanha afirmou que pretende manter uma postura de diálogo caso seja eleito. Segundo ele, o trabalho no Senado deverá combinar articulação política com cobrança e defesa dos interesses de Goiás.

Lucas Freitas
Lucas Freitas
Jornalista formado pela UNIFASAM - Centro Universitário Sul-Americano. Profissional apaixonado em entretenimento, cinemas, teatro, futebol e musicas. Jornalista por amor.

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