A Universidade Federal de Goiás (UFG) conquistou a 24ª colocação entre as instituições brasileiras avaliadas pelo Center for World University Rankings (CWUR) 2026, levantamento internacional divulgado nesta semana que reúne as duas mil melhores universidades do mundo.
O ranking analisou mais de 21 mil instituições de ensino superior em diversos países e destacou a UFG entre as universidades brasileiras mais bem posicionadas, reforçando a relevância da produção científica desenvolvida em Goiás.
Apesar do reconhecimento à universidade goiana, o relatório também apontou um desafio para o ensino superior brasileiro. Das 52 instituições nacionais presentes na lista, 45 perderam posições em relação à edição anterior, reflexo do avanço acelerado de universidades de outros países no cenário acadêmico global.

UFG mantém destaque nacional
Na classificação brasileira, a UFG aparece na 24ª posição, à frente de diversas universidades federais e estaduais do país. No ranking mundial, a instituição ocupa a 1.129ª colocação.
Segundo o CWUR, a avaliação considera quatro critérios principais: qualidade da educação, empregabilidade dos ex-alunos, excelência do corpo docente e desempenho em pesquisa científica.
A liderança nacional segue com a Universidade de São Paulo. Na sequência aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Estadual de Campinas.

Produção científica em Goiás
A UFG concentra uma parcela significativa da produção científica goiana, com pesquisas desenvolvidas em áreas estratégicas como saúde, tecnologia, engenharias, meio ambiente e agronegócio.
Especialistas apontam que rankings internacionais indicam a competitividade acadêmica e a capacidade de inovação das universidades. Eles ressaltam, porém, que esses levantamentos não refletem sozinhos toda a realidade do ensino superior.
Desafio para o Brasil
O levantamento também acende um alerta para o cenário nacional. De acordo com o CWUR, a perda de posições da maioria das universidades brasileiras está relacionada principalmente ao ritmo de crescimento da pesquisa científica, que tem sido superado por instituições de outros países.
O relatório aponta que investimentos em ciência, pesquisa e inovação serão fundamentais para ampliar a competitividade das universidades brasileiras. A medida também pode ajudar as instituições a recuperar espaço no cenário acadêmico internacional.
Entre as instituições brasileiras mais bem colocadas estão USP, UFRJ, Unicamp, UFRGS, Unesp e UFMG, que seguem liderando a produção científica nacional e latino-americana.




