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quinta-feira, 9, abril 2026

Marconi Perillo recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, aponta Receita à CPI 

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O pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo, teria recebido R$ 14,5 milhões do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, entre 2022 e 2025. A empresa MV Projetos e Consultoria realizou os pagamentos, que constam em documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado. Segundo os registros, Perillo prestou consultorias a empresas fora de Goiás, mas os detalhes sobre os serviços não divulgaram.

A assessoria do ex-governador afirmou que Perillo está há mais de oito anos afastado de cargos públicos e que atuou na iniciativa privada de forma “lícita, transparente e digna”, prestando consultoria a algumas empresas. O contrato com o Banco Master, segundo a nota, terminou em julho de 2025, e os serviços incluíam análises de cenários, sem vínculo pessoal com dirigentes da instituição ou participação na gestão da empresa. 

Além de Marconi, documentos mostram que o ex-ministro Henrique Meirelles também recebeu repasses do Banco Master. Meirelles, que foi presidente do Banco Central e ministro da Fazenda, teria recebido R$ 18,5 milhões em consultorias, com contrato encerrado em julho do ano passado. 

O caso ganhou nova repercussão após levantamento do UOL. O estudo indicou que empresas ligadas a familiares de Perillo teriam recebido R$ 83,6 milhões em incentivos fiscais do Jockey Club de São Paulo, presidido pelo tucano na época. As despesas incluíram pagamentos a uma construtora sem histórico e jantares em restaurantes de luxo. Também houve compras em farmácias e aluguel de equipamentos fora das obras do hipódromo.

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Como impedir outro caso Banco Master

Entenda o Caso Banco Master 

O Banco Central liquidou o Banco Master em novembro de 2025, após identificar irregularidades financeiras. As autoridades investigam a instituição por fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa.

Entre os problemas identificados estão o uso de “títulos podres” para inflar balanços, prejuízos a instituições públicas e falhas na gestão de riscos. O banco também esteve envolvido em esquema de créditos consignados para pensionistas do INSS, motivando a criação de uma CPMI para investigar o caso. 

Nota de defesa de Marconi Perillo 

“O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, está há mais de oito anos afastado de qualquer função pública. Desde então, atuou exclusivamente na iniciativa privada, de forma lícita, transparente e com dignidade, prestando serviços de consultoria a algumas empresas. 

Sobre o caso mencionado, esclarecemos que Marconi prestou serviços a uma empresa considerada idônea à época da contratação, sem qualquer vínculo pessoal com seus dirigentes ou participação em sua gestão. A prestação de serviços foi encerrada em julho de 2025.” 

— Assessoria de Imprensa Marconi Perillo 

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