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sexta-feira, 20, março 2026

Polícia Civil de Goiás deflagra nova fase de operação contra esquema de venda de diplomas e certificados falsos

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A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (19), a segunda fase da Operação Escola de Papel, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de comercializar diplomas de ensino superior e certificados de conclusão do ensino médio de forma ilegal. 

O Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Aparecida de Goiânia, vinculado à 2ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), conduziu a ação.

Mandados e estrutura do esquema 

Durante a operação, as equipes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa.

As investigações indicam a existência de um esquema estruturado voltado à venda fraudulenta de diplomas, principalmente na área de Educação Física, além da emissão irregular de certificados de ensino médio. Os documentos eram utilizados para facilitar o ingresso indevido no mercado de trabalho e a continuidade de estudos. 

Segundo a apuração, o grupo atuava de forma organizada, captando clientes por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Os suspeitos ofereciam aos interessados documentos supostamente válidos e reconhecidos por órgãos oficiais, mediante pagamento.

Envolvimento de instituições 

A investigação também aponta a participação de diretores de escolas públicas de Belém e de representantes de ao menos duas instituições de ensino superior, suspeitos de fornecer diplomas e certificados ideologicamente falsos ou irregulares a pessoas que não frequentaram os cursos. 

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Material apreendido 

Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam diversos diplomas e certificados falsificados, além de documentos e equipamentos eletrônicos, que passarão por perícia.

Em uma das ações, uma mulher foi flagrada no momento em que tentava obter um diploma falso, o que, segundo a polícia, reforça a continuidade da prática criminosa. 

Crimes investigados 

Os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsidade ideológica e associação criminosa.

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