Médicos credenciados que atuam na rede municipal de saúde de Goiânia anunciaram paralisação dos atendimentos a partir da 0h do dia 13 de janeiro de 2026, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada no dia 6 de janeiro, conforme comunicado divulgado pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).
De acordo com o sindicato, a paralisação ocorre em razão da persistência de problemas relacionados às condições de trabalho e à assistência prestada à população. Entre as principais reivindicações da categoria estão a garantia de condições dignas de trabalho, oferta adequada de recursos humanos e materiais nas unidades de saúde, regularidade e previsibilidade nos pagamentos e a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024.
Os médicos também pedem a revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025. Segundo o Simego, o novo edital prevê redução de até 35% nos honorários médicos e jornadas que podem chegar a 24 horas contínuas, o que, na avaliação da entidade, caracteriza precarização das relações de trabalho e pode comprometer a qualidade do atendimento à população.
O sindicato informou ainda que, conforme determina a legislação, os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos durante o período de paralisação. Os demais serviços só serão retomados após o atendimento integral das reivindicações apresentadas. A entidade afirma que permanece aberta ao diálogo, desde que haja medidas concretas por parte da administração municipal.
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Prefeitura defende novo credenciamento
Em nota à Rádio Bandeirantes, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que os serviços de saúde têm caráter essencial. Por isso, a rede municipal manterá integralmente os atendimentos de urgência e emergência em todas as unidades.
Segundo a pasta, o novo credenciamento adequa os valores dos plantões médicos à realidade de mercado. Além disso, a medida se baseia em estudo de impacto orçamentário e financeiro, que avaliou os valores praticados em toda a região metropolitana de Goiânia.
A secretaria esclareceu ainda que, tanto no edital anterior quanto no atual, o pagamento dos profissionais credenciados está previsto para o 20º dia útil do mês subsequente à prestação do serviço, e que não há, no momento, repasses em atraso.
Sobre a carga horária, a SMS afirmou que os próprios médicos optam pela jornada no ato da contratação. O credenciamento estabelece limite máximo de 24 horas para plantões médicos, conforme previsto na legislação brasileira e recomendado pelo Conselho Federal de Medicina, com garantia dos períodos de descanso dos profissionais.


