O Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna será palco de um marco inédito para o esporte a motor no Brasil. Entre os dias 20 e 22 de março de 2026, a capital goiana vai receber uma etapa da MotoGP, maior competição de motovelocidade do mundo, após um intervalo de 37 anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24), pelo governador Ronaldo Caiado, que celebrou a escolha de Goiás como única sede latino-americana da temporada.
“Em março, teremos esse grande evento, tão aguardado por todo o país. Goiânia receberá milhares de pessoas apaixonadas pela MotoGP”, destacou Caiado, ao lembrar que o Governo de Goiás tem acompanhado de perto as obras de modernização do autódromo desde janeiro deste ano.

Modernização total da estrutura
A prefeitura realiza uma revitalização completa no Autódromo Ayrton Senna para adequá-lo aos padrões internacionais da FIM e da FIA. A equipe substitui toda a camada asfáltica da pista, alarga a reta principal, amplia as áreas de escape e instala muretas de contenção, barreiras de pneus e guardrails.
As melhorias também se estendem aos boxes, camarotes, prédio administrativo, torre de controle e centro médico. “Estamos utilizando materiais mais duráveis e próprios para provas desse porte. A pista já foi frisada para receber a nova camada de asfalto, e as caixas de brita estão em fase final de implantação”, explicou o arquiteto Carlos Wieck, da empresa Motor Sport, responsável pelo projeto.
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Potencial para sediar eventos mundiais
De acordo com o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, a homologação da pista abrirá caminho para que Goiânia possa receber outras competições internacionais, tanto de motos quanto de carros. O gerente do autódromo, Roberto Boettcher, não escondeu a empolgação: “Estamos ganhando um novo autódromo. Tudo está sendo feito com o que há de melhor no mundo. É um sonho realizado.”

Impacto bilionário na economia goiana
O retorno da MotoGP a Goiânia também deve movimentar fortemente a economia local. Segundo estudo do Instituto Mauro Borges (IMB), o evento tem potencial para gerar cerca de R$ 1 bilhão em impacto econômico. A estimativa é que mais de 150 mil pessoas visitem a capital durante os três dias de evento, sendo 12% vindas do exterior e 32% de outros estados brasileiros.
A previsão é que o projeto gere pelo menos 4 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, deve aquecer setores como hotelaria, transporte, alimentação, comércio, publicidade, televisão e audiovisual.
Para os goianienses, o evento representa muito mais do que velocidade. É a volta de Goiás ao cenário mundial do esporte, com organização, estrutura e visibilidade internacional.
