Campanha Julho Amarelo reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais 

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Durante o mês de julho, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) intensifica ações de conscientização sobre as hepatites virais, em alusão à campanha Julho Amarelo. A iniciativa tem como foco reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das doenças causadas pelos vírus A, B, C, D e E, que afetam diretamente o fígado e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa para quadros graves como cirrose ou câncer hepático. 

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) revelam um aumento nos casos. Entre janeiro e junho deste ano, Goiás registrou 397 casos de hepatites B e C. Desse total, 210 casos foram do tipo C. No mesmo período, 15 pessoas morreram em decorrência da doença. Em todo o ano de 2024, o estado somou 807 casos e 35 mortes. A hepatite C concentrou mais da metade das notificações. 

Somente no HDT, 35 pacientes foram diagnosticados com hepatite neste ano. Em 2024, foram 78. A unidade, gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), é referência estadual no atendimento de pacientes com hepatites virais. 

Causas da Hepatite

A infectologista Renata Bernardes de Souza explica: hepatites são causadas por diferentes vírus. Elas também apresentam formas de transmissão variadas.

As hepatites A e E, por exemplo, são contraídas por água e alimentos contaminados. Os tipos B, C e D, por sua vez, têm outras formas de transmissão. Incluem o contato com sangue contaminado, o uso de objetos perfurocortantes e relações sexuais desprotegidas. A transmissão também pode ocorrer de mãe para filho no momento do parto.

“Muitas pessoas convivem com a doença sem saber, principalmente nos casos de hepatites B e C, que podem ficar anos no organismo sem manifestar sintomas. Por isso, a testagem de rotina é essencial”, alerta a médica. 

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Quando aparecem, sintomas podem indicar estágio avançado 

Embora em muitos casos a doença seja silenciosa, quando os sintomas surgem, podem incluir febre, mal-estar, dor abdominal, náuseas, vômitos, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes esbranquiçadas. Médicos diagnosticam a condição por meio de exames de sangue, testes de PCR e avaliação da função hepática.

A boa notícia é que existe vacina gratuita, disponível no SUS, para os tipos A e B. Outras medidas preventivas importantes são o uso de preservativos, a não partilha de objetos pessoais e a higienização correta dos alimentos. Segundo a especialista, mais do que grupos de risco, hoje se fala em comportamentos de risco, o que exige atenção de toda a população. 

Renata Bernardes destacou os avanços no tratamento da hepatite C. Hoje, a doença conta com medicamentos orais altamente eficazes. Esses tratamentos apresentam poucos efeitos colaterais e uma taxa de cura superior a 96%.

Durante o Julho Amarelo, o HDT reforça a importância da informação, da prevenção e do diagnóstico precoce como as principais estratégias no combate às hepatites virais. Os exames estão disponíveis gratuitamente nas unidades públicas de saúde de Goiás. 

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