Candidato a prefeito de Aparecida pelo PSOL critica alianças e “política de compadres”

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Convidado do Jornal Bandeirantes na manhã desta segunda-feira (19), o candidato a prefeito em Aparecida de Goiânia, Bruno Felipe (PSOL), criticou o que ele chama de “política de compadres”. Bruno afirma que “as alianças não agradam mais ninguém, excluem o povo e não transformam a realidade”. Natural de Aparecida de Goiânia, Bruno é professor de filosofia e história, formado pela UFG e leciona a mais de 10 anos. Atualmente preside o PSOL em Aparecida.

Candidato a prefeito pela primeira vez, Bruno diz que Aparecida precisa passar por um profundo processo de transformação. “A transformação passa pelo social, porque o estado, a prefeitura exige parceria com nosso povo, e não tem mais condições que com o orçamento gigantesco que Aparecida tem, que a gente siga dizendo para as pessoas que elas não tem infraestrutura por falta de dinheiro”, diz o candidato.

Bruno cobra que a infraestrutura em todos os setores da sociedade devem chegar a periferia e que o progresso de fato seja sentido por todos. “A prefeitura da mais atenção para determinadas regiões, isso precisa mudar mas não vai parar por aí. A gente precisa olhar para o futuro e isso é olhar para educação”, comenta o professor. “Olhar para o futuro no sentido de dar para Aparecida de Goiânia uma educação que seja referência no Brasil”, pontua.

Política de compadres

Bruno critica as grandes alianças montadas para disputa das eleições neste ano. De acordo com ele, o fisiologismo político não pode ser confundido com demonstrações de força. Além disso, o candidato cita o caso da ex-presidente da República, Dilma Rouseff (PT), que acabou sem forças para governar, segundo ele.

“Fisiologismo acaba se revertendo em problemas sérios como aqueles que a dona Dilma enfrentou no finalzinho do mandato. Ela venceu a eleição com relativa força mas não governou por causa do fisiologismo das forças que acompanharam”, comenta o candidato que, afirma que o destino de Aparecida, caso seja eleito, será outro.

“Quando se juta pessoas antagônicas demais em uma única chapa só pra disputar e vencer, você corre o risco de não conseguir depois governar com seu próprio projeto, isso o PSOL não faz”, sublinha. “Se nós formos eleitos e ganharmos a confiança das pessoas, nós vamos governar com projeto pelo qual fomos eleitos, porque o nosso programa vem primeiro, antes do nomes e daqueles partidos que podem nos acompanhar”, pontua Bruno.

O candidato critica o que ele chama de “política de compadres”. Segundo Bruno, as alianças não agradam mais ninguém, excluem o povo e não transformam a realidade. “Isso é a política de compadres, uma mão lava a outra, as duas lavam o rosto e nosso povo continua sem ônibus, sem hospital, sem creche e com asfalto decido no par ou ímpar para ver qual rua será asfaltada”, diz.

Confira a entrevista completa de Bruno Felipe (PSOL), ao Jornal Bandeirantes com o jornalista Altair Tavares:


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