A rede estadual de Goiás alcançou nota 5,0 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, o melhor desempenho da série histórica do ensino médio no estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e colocam Goiás entre os destaques da educação pública no país.
O resultado supera a média nacional, que ficou em 4,5 no índice geral e 4,3 na rede pública. A nota considera o desempenho conjunto do ensino médio regular e do ensino médio integrado à educação profissional.
Na comparação com edições anteriores do Ideb, Goiás apresentou evolução contínua. Em 2017, o estado registrou nota 4,3. Já em 2023, o índice passou para 4,8 e, agora, chegou a 5,0, representando um avanço de 0,7 ponto em relação ao resultado de oito anos atrás.
Segundo o Inep, o desempenho reflete a melhora nos indicadores de aprendizagem dos estudantes e no fluxo escolar, fatores utilizados para o cálculo do Ideb. Entre as redes estaduais de ensino médio, Goiás ficou atrás apenas do Paraná, que alcançou nota 5,1.
Ensino fundamental também supera média nacional
Nos anos finais do ensino fundamental, a rede pública goiana também apresentou desempenho acima da média brasileira. O estado atingiu Ideb 5,6, enquanto a média nacional da rede pública foi de 5,0.
Com esse resultado, Goiás figura entre os estados com os melhores indicadores do país nessa etapa de ensino, ao lado do Ceará. O Paraná liderou o ranking nacional, com nota 5,8.
Como é calculado o Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) combina dois indicadores principais. O primeiro é o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que medem conhecimentos em Língua Portuguesa e Matemática. O segundo envolve os indicadores de fluxo escolar, como as taxas de aprovação.
De acordo com o Inep, todos os estudantes elegíveis participam da aplicação do Saeb. Além disso, a rede estadual de Goiás mantém critérios pedagógicos para avaliação e aprovação dos alunos, sem adotar aprovação automática, o que garante que os resultados reflitam o desempenho efetivo da educação pública estadual.



