Secretário de Saúde de Goiânia acredita que a segunda onda ainda não chegou ao fim

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia, o secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, afirmou que não há dados suficientes para considerar que estamos entrando em uma terceira onda da Covid-19. Assim como o governo estadual, a Saúde goianiense observou que houve aumento de casos, antes mesmo dos índices pandêmicos atingirem patamares baixos. Com isso, avalia-se que há um repique da segunda onda.

“Não acreditamos que existam dados suficientes para se pensar em uma terceira onda, porque a segunda onda ainda não chegou ao fim”, afirmou Durval Pedroso. Da mesma forma, o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, afirmou ao Jornal Bandeirantes do último dia 19 de maio. “Como a gente não teve uma queda abaixo de 50% da ocupação ainda, caso comece a subir novamente, estamos falando de um repique de segunda onda e não da terceira ainda”, disse.

Atualmente, a ocupação dos leitos de UTI em Goiânia, está em 66% de ocupação. Já os leitos de enfermarias, estão 65% ocupados. Os dados estão nesta média a alguns dias. A Secretaria Municipal de Saúde teme que o número de internações volte a ultrapassar a marca de 70%. “A previsão de tempo que nós entendemos da doença, sempre está balizada em torno de duas a três semanas, que é o perfil da patologia”, projetou.  

Novo restrições

A partir da próxima segunda-feira (31), o decreto nº 3.109, da Prefeitura de Goiânia, entra em vigor, com novas restrições em relação ao horário de funcionamento do comércio. O decreto também estabelece lei seca a partir das 23h, horário em que bares, restaurantes e distribuidoras deverão fechar as portas na capital. O decreto valerá até o dia 8 de junho. (Confira aqui)

“Nós vimos algumas mudanças do perfil de estabilização da doença com o alarde do surgimento de novos casos. O prefeito, de forma responsável, tomou as melhores decisões restritivas neste momento. O mais importante é chamar responsabilidade cívica de cada um”, enfatizou o secretário. Ainda de acordo com ele, muitos aspectos estão sendo analisados neste momento.

“Existe uma análise da testagem ampliada, que é a disseminação da doença por pessoas assintomáticas, bem como a positividade de testes PCR em pessoas sintomáticas, a taxa de solicitação dos leitos hospitalares, a manutenção do uso de leitos e a taxa de óbitos”, diz. “Esses dados todos oferecem informações para a equipe técnica da Saúde possa construir um relatório levando informações ao prefeito”, conclui.  

Ouça a entrevista completa com o secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso:


Leia mais: Goiânia terá novo decreto com algumas restrições nos horários comerciais

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