Presidente Bolsonaro cria passaporte humanitário para receber ucranianos vítimas da guerra

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O governo de Jair Bolsonaro afirmou que os ucranianos fugindo da guerra poderão acessar ao passaporte humanitário brasileiro criado pelo presidente neste momento de tensão entre Ucrânia e Rússia.

A confirmação do presidente ocorreu ainda na segunda-feira (28), em uma entrevista a uma rádio e com restramissão pelas redes sociais do mandatário brasileiro. O objetivo do governo brasileiro é receber toda a população ucraniana que dejesar vir ao Brasil.

“Nós faremos todo o possível para receber o povo ucraniano”, destacou.

Bolsonaro explicou como será a publicação e como será essa portaria, que irá regulamentar a entrada dos ucranianos em solo brasileiro. Em seus discursos, Bolsonaro pondera ao falar da guerra e sempre mantém a parcimônia — sem pender para nenhum lado dos dois países envolvidos neste conflito na Europa.

“Nós devemos entender o que está acontecendo, no meu entender, nós não vamos tomar partido, nós vamos continuar pela neutralidade e ajudar no que for possível em busca da solução. Nossa posição tem que ser de grande cautela. Ninguém é favorável à guerra em lugar nenhum, traz problemas gravíssimos para toda a humanidade e para o nosso país também”, afirmou o mandatário brasileiro em coletiva no último domingo (27), no litoral de São Paulo, onde passa o feriado de Carnaval.

Durante viagem à Rússia, num encontro com o presidente Vladimir Putin, na semana passada, Jair Bolsonaro voltou a destacar o apoio do governo russo em relação à preservação da soberania da Amazônia em discussões internacionais e disse que, sem os fertilizantes russos, o agronegócio brasileiro seria prejudicado, podendo, certamente, interferir na economia do Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que chegaram hoje a Varsóvia, capital da Polônia, oito servidores do Itamaraty para ajudar no processo de resgate dos brasileiros.

“Esta força-tarefa enviará destacamento a Lviv, na Ucrânia, onde será montado escritório de apoio aos brasileiros que estão tentando deixar o país”, diz a publicação, em redes sociais.

A guerra na Ucrânia com a Rússia chega ao sexto dia. O número de vítimas ainda não é confiável devido às distorções de informações. Já houve uma reunião de representantes dos dois países, no escritório das Organizações da Nações Unidas (ONU), contudo não ocorreu acordo.


Leia mais: Em resposta à fala do presidente Bolsonaro, Ucrânia exige posição do governo brasileiro

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