Polícia investiga fraudes em licitações e cobrança de propina em contratos com a Codego

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deflagrou na manhã nessa quarta-feira (15), a Operação Negociatas. As investigações apontam para possíveis irregularidades em procedimentos licitatórios para a contratação de empresas de tecnologia da informação (T.I.). Além da fraude, solicitação e recebimento de propina para benefícios em contratos com a Codego e administração pública.

De acordo com a polícia, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Campinaçu, no estado de Goiás, e Cuiabá, no Mato Grosso. Durante a ação foram apreendidos diversos documentos, grande soma em dinheiro, computadores e objetos relacionados à investigação.

Investigados

Nesta quarta-feira (15), o Diretor-administrativo da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), César Savastano de Toledo, conhecido como Cacai Toledo, foi preso em Anápolis. Cacai também é presidente do DEM, em Anápolis, mesmo partido do governador Ronaldo Caiado.

Além de Cacai, também foram presos o ex-prefeito de Campinaçu, Welinton Fernandes Rodrigues, conhecido como Nenzão e o empresário Antônio Fernando Ribeiro Pereira, da LogLab Digital.

De acordo com as investigações, Cacai Toledo e outros integrantes são suspeitos de cobrar propina de empresas para mantimento de contratos. Além disso, o grupo é suspeito de ocultar a origem do dinheiro resultante de fraudes e corrupção. Segundo aponta a PC, eles (investigados) operavam por meio de uma rede de transações bancárias que dificultavam o rastreamento do dinheiro ilícito.

ATUALIZAÇÕES:

Antônio Fernando Ribeiro Pereira foi absolvido, em 2024, no processo nº 1002076-36.2021.8.11.0042, que tramitou no Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO). A Justiça concluiu que não havia provas que comprovassem o crime, seguindo parecer do Ministério Público Estadual (MPMT), que pediu o arquivamento da ação.

Desde então, não há qualquer registro de condenação em seu nome. As certidões apresentadas confirmam que nada consta contra ele na Justiça Estadual e Federal de Mato Grosso, no Ministério Público Federal e no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).


Leia mais: 10 kg de cocaína avaliados em R$1,5 milhão são apreendidos pela PRF em Morrinhos

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