A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, prendeu dois suspeitos de participação no homicídio qualificado de Nilson Evangelista Gonçalves, de 54 anos, funcionário de uma pamonharia em Goiânia. A família registrou o desaparecimento da vítima no dia 7 de fevereiro de 2026. O caso ocorreu no Setor Residencial Itaipu, na capital.
Inicialmente, o caso foi comunicado ao Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID). No entanto, após diligências preliminares, os indícios apontaram que não se tratava de desaparecimento voluntário, mas de um possível homicídio com posterior ocultação de cadáver. Diante disso, a investigação passou a ser conduzida pela DIH.
As apurações indicam que os suspeitos retiraram a vítima de casa mediante violência. Eles a transportaram em um veículo usado na ação criminosa. A polícia localizou e apreendeu o automóvel. No interior, os peritos encontraram objetos e vestígios. O material seguiu para exames periciais, como análises de material genético, vestígios biológicos e impressões digitais.
Testemunhas relataram circunstâncias compatíveis com a dinâmica do crime, incluindo ameaças relacionadas à supressão de provas e tentativas de ocultação de imagens que poderiam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
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A investigação
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão temporária dos investigados e pela expedição de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. O Ministério Público acolheu as medidas. O Poder Judiciário também as deferiu.
No último sábado (14), equipes da DIH localizaram e prenderam o primeiro suspeito, ocasião em que também cumpriram mandados de busca e apreensão. A equipe capturou o segundo investigado no município de Goianira. Ele estava escondido na cidade.
As diligências também levaram à localização do corpo da vítima. Os suspeitos o enterraram em uma área de mata na capital.
As investigações continuam para o completo esclarecimento do caso, eventual identificação de outros envolvidos e responsabilização criminal de todos os autores.



