Polícia Civil e Vigilância Sanitária interditam fábrica clandestina e apreendem mais de 1,4 tonelada de alimentos vencidos em Goiânia

Data:

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), deflagrou nesta quinta-feira (15), em ação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia, mais uma fase da Operação Olho Vivo. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à fabricação e comercialização irregular de gêneros alimentícios no Setor Pedro Ludovico.

As investigações começaram após denúncias anônimas apontarem o funcionamento de uma fábrica de temperos sem qualquer identificação ou licenciamento sanitário. Durante as diligências, as equipes constataram que a empresa operava de forma clandestina. Além disso, atuava sem registro nos órgãos fazendários e em condições extremamente insalubres. No local de produção, os agentes encontraram equipamentos oxidados, infiltrações, mofo nas paredes e ausência total de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Vigilância Sanitária inutilizou cerca de 400 quilos de insumos que estavam sendo produzidos irregularmente e apreendeu rótulos de três empresas diferentes, indicando fraude na identificação dos produtos.

Leia Mais: Condenado pelo assassinato do radialista Valério Luiz é preso em Portugal e deve ser extraditado

Siga o nosso Instagram, se inscreva no YouTube e também nos acompanhe no TikTok

A operação também alcançou um estabelecimento comercial pertencente ao mesmo grupo. No depósito, a fiscalização encontrou um rato morto e grande quantidade de mercadorias vencidas desde 2023. Ao todo, as equipes retiraram de circulação cerca de 700 quilos de produtos vencidos, como azeitonas, molhos e chocolates. Além disso, recolheram mais 300 quilos de insumos considerados impróprios para consumo.

Diante da gravidade das irregularidades, a fiscalização interditou ambos os estabelecimentos por tempo indeterminado. Além disso, as autoridades intimaram os responsáveis a prestar esclarecimentos. Eles podem responder por crimes de falsificação, corrupção ou adulteração de substância alimentícia, além de manter depósito para venda de produtos nocivos à saúde.

Lucas Freitas
Lucas Freitas
Jornalista formado pela UNIFASAM - Centro Universitário Sul-Americano. Profissional apaixonado em entretenimento, cinemas, teatro, futebol e musicas. Jornalista por amor.

Compartilhe esse post

Inscreva-se

spot_imgspot_img

Mais Notícias

Recomendadas
Recomendadas

O que fazer em Goiânia neste fim de semana: veja a agenda

Programação de 16 a 18 de outubro reúne Festival Viva Goiânia, shows, humor, balé, Halloween, cinema e atrações gratuitas para toda a família

Inteligência Artificial contribui para esclarecer 3 mil crimes e prender 1,5 mil suspeitos em Goiás

Tecnologia está presente em 194 municípios, contribuiu para a prisão de 1,5 mil suspeitos e ajudou a recuperar 1,1 mil veículos

Congresso promulga fim da escala 6×1, garante duas folgas semanais e reduz jornada para 40 horas

Emenda prevê duas folgas semanais remuneradas e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial

Com 184 atletas, Goiás terá maior delegação da história nos Jogos da Juventude em Foz do Iguaçu

Estado classificou 184 estudantes-atletas para disputar 17 modalidades em Foz do Iguaçu, entre 18 de outubro e 4 de novembro