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quarta-feira, 11, março 2026

Operação fiscaliza distribuidoras de combustíveis em Senador Canedo após alta no preço do diesel

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Uma operação conjunta realizada nesta terça-feira (10) em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, fiscalizou distribuidoras de combustíveis após a identificação de aumentos expressivos no preço do óleo diesel. A ação, denominada Operação Combustível Justo, envolveu o Procon Goiás, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) e a Polícia Militar. 

Ao todo, 14 distribuidoras foram alvo da fiscalização, sendo que quatro estabelecimentos foram autuados por suspeita de aumento injustificado nos preços. 

Investigação sobre alta no diesel 

O aumento repentino no preço do diesel em alguns postos motivou a operação. O valor teria passado de cerca de R$ 5,30 para até R$ 7,80 por litro. Segundo os órgãos envolvidos, a elevação chamou atenção porque não houve alteração recente nos preços praticados pela Petrobras para as distribuidoras. 

Durante a fiscalização, equipes do Procon solicitaram notas fiscais de compra e venda dos combustíveis diesel S10 e S500 para verificar possíveis irregularidades ao longo da cadeia de distribuição. 

Em um dos casos identificados, entre 13 de fevereiro e 10 de março, uma distribuidora teria comprado o diesel S10 por R$ 4,90 e vendido aos postos por cerca de R$ 5,30. No entanto, no dia 9 de março, o preço repassado passou para R$ 7,55, o que motivou a autuação. 

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Impacto no custo de vida 

O superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, destacou que aumentos injustificados no preço do combustível podem afetar diretamente o custo de vida da população. 

Segundo ele, a alta no diesel influencia diversos setores da economia. 

“Aumento, principalmente do diesel, significa elevação no valor do frete, de alimentos e de insumos. Não vamos admitir que consumidores e transportadores goianos sejam prejudicados por aumentos desproporcionais. Todo o mercado precisa agir com transparência”, afirmou. 

Distribuidoras notificadas 

Além das empresas autuadas, a operação notificou outras 11 distribuidoras, que devem apresentar, em até sete dias, documentos e informações como: 

  • notas fiscais de compra e venda dos combustíveis dos últimos 30 dias 
  • dados sobre o estoque disponível 
  • informações sobre possível limitação ou recusa de venda para postos 
  • esclarecimentos sobre eventual redução de quotas estabelecidas pela Petrobras 

Fiscalizações continuam 

As fiscalizações devem continuar nos próximos dias, e os órgãos responsáveis poderão adotar novas medidas caso confirmem irregularidades.

As equipes da operação também encaminharão os dados coletados à Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), que poderá avaliar possíveis responsabilidades na esfera criminal. 

O Procon Goiás orienta que consumidores que identificarem situações suspeitas registrem denúncia pelos canais oficiais do órgão, pelos telefones 151 ou (62) 3201-7124, ou ainda pelo Portal Expresso do Governo de Goiás. 

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