Hospitais filantrópicos e Santas Casas de Goiás vão receber R$ 13,6 milhões do Ministério da Saúde para reforçar a oferta de atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O repasse integra o programa Agora Tem Especialistas, que estabelece um novo modelo de financiamento para o setor e tem como foco a redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
A medida foi oficializada pela Portaria GM/MS nº 9.760, publicada em edição extra do Diário Oficial da União no dia 26 de dezembro. Em âmbito nacional, o programa garante R$ 1 bilhão para 3.498 instituições filantrópicas em todas as regiões do país. Os recursos fazem parte de uma nova lógica de financiamento, com reajuste anual dos valores pagos pelo SUS, calculado a partir da produção hospitalar registrada no ano anterior, substituindo a antiga Tabela SUS.
Em Goiás, o programa beneficiará 64 unidades de saúde. Entre elas, estão o Hospital de Câncer de Goiânia, o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer) e o Hospital Evangélico Goiano, em Anápolis. Além disso, o governo fará o repasse em parcela única, diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde. A execução está prevista para começar em janeiro.
Do total liberado pelo ministério, R$ 800 milhões vão custear procedimentos. Além disso, R$ 200 milhões reforçam o Teto de Média e Alta Complexidade dos estados. O cálculo considera um reajuste médio de cerca de 4,4%, percentual superior ao aplicado em 2024, que ficou em torno de 3,5%.
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Maior previsibilidade financeira aos prestadores
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa consolida a superação da antiga Tabela SUS e garante maior previsibilidade financeira aos prestadores. De acordo com ele, os novos valores podem variar entre duas e três vezes os praticados anteriormente, especialmente em pacotes que envolvem consultas, exames e cirurgias, estimulando a redução das filas e o atendimento integral aos pacientes.
O investimento também fortalece a capacidade de estados e municípios cumprirem suas obrigações constitucionais no financiamento da saúde, ampliando o suporte aos prestadores locais do SUS. Para o Ministério da Saúde, o novo modelo alia responsabilidade federativa, incentivo à produção e alinhamento do financiamento à realidade dos serviços prestados.
Além do reajuste permanente, os recursos reforçam os supermutirões do programa Agora Tem Especialistas. Em 2025, a iniciativa já realizou mais de 127 mil procedimentos em todo o país. Em um único fim de semana, foi promovido o maior mutirão da história do SUS, com 59,3 mil atendimentos simultâneos em todos os estados e no Distrito Federal. Desde julho, quando ocorreu a primeira ação do tipo, a oferta de exames e cirurgias especializadas cresceu 375%.
A estratégia mobilizou cerca de 200 unidades de saúde. Entre elas, estão hospitais universitários, institutos federais e 134 Santas Casas. Além disso, as ações alcançaram áreas como oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. Com isso, a iniciativa ampliou o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade.


