Membros de torcida organizada eram usados como laranjas de quadrilha que fraudava empresas

Nessa nova fase da operação o foco são empresários de Goianésia e contador de Goiânia, que também participavam do esquema criminoso.

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Grupo fraudava empresas em Goiânia e Goianésia
Na primeira fase da Operação Orange Black, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 05 mandados de prisão. Foto: PC)

A Polícia Civil de Goiás cumpriu três mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (19) por meio Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT). A Operação Orange Black tem como alvo empresários e contadores que atuam em Goiânia e Goianésia. A ação contou com apoio da Secretaria da Economia.

As investigações apontam que a associação criminosa vinha fraudando contratos sociais de empresas, falsificando assinatura dos proprietários e transferindo para nome de “laranjas” visando utilização do CNPJ para transporte de cargas sem recolhimento dos impostos.

Mais de 30 empresas foram vítimas do grupo e tiveram seus contratos sociais fraudados e a propriedade transferida para laranjas, todos jovens, entre 18 e 25 anos, e membros de uma torcida organizada de clube de futebol de Goiânia. Nessa nova fase da operação o foco são empresários de Goianésia e contador de Goiânia, que também participavam do esquema criminoso. Foram apreendidos documentos, computadores, telefones celulares.

R$ 2 milhões sonegados

A Secretaria da Economia auxilia nas investigações e já apurou um montante de R$ 2 milhões de reais a título de impostos sonegados pela associação criminosa. Os investigados responderão por crime tributário, crime contra a fé pública e associação criminosa, além de terem de arcar com o pagamento dos tributos sonegados acrescidos de multa.

Esta é a segunda fase da Operação. Na primeira fase da Operação Orange Black, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 05 mandados de prisão.


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