O prefeito Sandro Mabel apresentou, nesta sexta-feira (4), no Paço Municipal, o programa Goiânia + Segura, que reúne diferentes ações da Prefeitura de Goiânia para ampliar a prevenção e o combate à criminalidade na capital. A iniciativa integra tecnologia, iluminação pública, atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM), políticas de proteção às mulheres e medidas para combater a receptação de materiais furtados.
Entre as principais medidas está a ampliação do sistema de videomonitoramento. A Prefeitura pretende chegar a 10 mil câmeras conectadas em Goiânia, reunindo equipamentos públicos e dispositivos integrados de estabelecimentos e empresas privadas.
Além disso, o município planeja instalar 1.800 câmeras de alta resolução em sua própria estrutura. Atualmente, 220 equipamentos já estão em funcionamento. O projeto também prevê a construção de um novo Centro Operacional, com conclusão estimada para 2028.
Para dar suporte a essa estrutura, a rede contará com mais de 800 quilômetros de fibra óptica e conexão com 626 prédios públicos.
Iluminação pública
A iluminação também faz parte das estratégias do Goiânia + Segura. Segundo a Prefeitura, Goiânia já conta com 100% das ruas e avenidas iluminadas com tecnologia LED, medida que melhora a visibilidade e reforça a segurança nos espaços públicos.
Por meio do Consórcio Brilha Goiânia, o município também amplia a iluminação em LED nas praças e parques da cidade.
“As ações nossas têm que ser em conjunto. Nós queremos fazer de Goiânia a cidade mais segura para se viver e já tem sido referência neste sentido”, afirmou Sandro Mabel.
O prefeito também relacionou os investimentos em segurança e infraestrutura urbana ao aumento do interesse de investidores de outras regiões do país. Segundo ele, desde a realização do MotoGP, 48 apartamentos de alto padrão foram vendidos para pessoas de outros estados que visitaram a capital.
Mabel afirmou que a percepção de segurança, a iluminação das vias e a presença das forças de segurança contribuíram para esse movimento. “Elas viram grande presença das forças de segurança nas ruas, andaram nas ruas e avenidas sem que o celular fosse furtado, viram as ruas iluminadas. Então, a segurança da cidade atraiu estes investidores”, declarou.
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Mais agentes e viaturas nas ruas
O programa também prevê o aumento da presença da GCM em locais de maior circulação de pessoas. As operações deverão ser realizadas em terminais, praças, parques e outros pontos considerados estratégicos, definidos com base em dados sobre fluxo de passageiros e registros de ocorrências.
Nos pontos de ônibus, a GCM mantém operações diárias entre 4h e 6h, com o emprego de 40 viaturas e 65 agentes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU). O trabalho conta ainda com o Grupo de Operações com Cães e apoio da Polícia Militar.
“Vamos melhorar nossa segurança ainda mais na cidade. No ano que Goiânia recebe o Papa Leão XIV no Congresso Eucarístico, a Fórmula Indy, o MotoGP, o Motocross e tantos outros eventos”, afirmou Mabel.
Reforço da estrutura da GCM
Como parte dos investimentos, a Guarda Civil Metropolitana deverá receber 111 novas viaturas durante a atual gestão. A frota inclui 84 SUVs, três veículos hatch, 18 motocicletas de 900 cilindradas, três micro-ônibus, uma caminhonete, uma van e um furgão destinado ao transporte de cães.
Também foi anunciado um concurso público para a contratação imediata de 200 novos agentes da GCM, além da formação de um cadastro de reserva com outros 500 candidatos, com possibilidade de nomeação ainda neste ano.
A Prefeitura informou ainda que estão em processo de aquisição 1 mil pistolas calibre 9 mm, 250 tasers e 120 carabinas 9 mm. A corporação deverá receber também 1 mil sprays de pimenta nos próximos dias.
Outra medida anunciada é a retomada do Grupo de Ações e Respostas Rápidas (Garra). O novo fardamento dos agentes deverá ser entregue até outubro deste ano.
Ações voltadas à proteção das mulheres
A segurança das mulheres é outro eixo do programa. A Patrulha Mulher Mais Segura, responsável pelo acompanhamento, proteção e atendimento de mulheres assistidas, realizou 3.114 atendimentos entre janeiro e julho deste ano.
Atualmente, 1.052 mulheres estão cadastradas no aplicativo Prefeitura 24h, que também oferece o Botão do Pânico como ferramenta de proteção.
Mabel informou ainda que a Prefeitura trabalha, em parceria com o governo federal, para viabilizar a implantação da Casa da Mulher Brasileira em Goiânia. O espaço deverá oferecer atendimento e acolhimento a mulheres vítimas de violência doméstica.
No mesmo período, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) registrou 3.680 atendimentos e acolheu 119 mulheres em situação de violência.
Entre as iniciativas desenvolvidas pela pasta estão os programas Mulher em Movimento, Florescer Mulher, Vozes em Diálogo e Cine Mulheres, além do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres.
Restrição a distribuidoras de bebidas
A Prefeitura também apresentou os resultados da Lei Municipal nº 11.459/2025, que completa um ano em vigor e restringe o atendimento presencial em distribuidoras de bebidas entre meia-noite e 5h.
A medida busca reduzir casos de violência, homicídios e perturbação do sossego nas proximidades desses estabelecimentos.
Segundo os dados apresentados pela Prefeitura, os homicídios registrados em frente a distribuidoras caíram 90,91% no período analisado. Além disso, o número de brigas recuou 71,10%, enquanto os registros de perturbação do sossego diminuíram 84,44%.
Projeto contra furto e receptação de fios e metais
Durante o lançamento do programa, Sandro Mabel também anunciou que enviará à Câmara Municipal um projeto de lei com novas regras para a compra, o recebimento, o armazenamento, a reciclagem e a comercialização de materiais de origem sensível.
A proposta busca principalmente combater o furto e a receptação de fios, cabos e metais, além de dificultar a venda desses materiais no mercado irregular.
“O crime só existe porque tem alguém que compra. Se não tiver quem compra, o criminoso não tem o que fazer com aquele fio. Então, vamos buscar onde compra e não deixar mais ser comprado. Se encontrar e ele não tiver justificativa, vamos fazer enquadramento criminal”, afirmou o prefeito.
Entre as medidas previstas, o projeto exige a comprovação da origem dos materiais, o registro individual de cada operação, o armazenamento de fotografias dos produtos e a identificação dos fornecedores.
Além disso, os estabelecimentos não poderão receber materiais sem procedência comprovada. Em caso de irregularidades, a Prefeitura poderá apreender os produtos e aplicar multas e outras sanções administrativas. Se houver indícios de crime, os responsáveis também poderão responder às autoridades policiais.



