O historiador, professor e político Luis Cesar Bueno (PT) participou nesta quinta-feira (15) do programa Manhã Bandeirantes. Coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás, ele comentou manifestações populares, propostas de Flávio Bolsonaro, medidas econômicas do governo federal e relações políticas no estado.
Manifestações e críticas a Flávio Bolsonaro
Bueno afirmou que os atos recentes representam um despertar da sociedade, e não apenas da militância petista. Ele também criticou o que classificou como extremismo nas propostas de Flávio Bolsonaro e comparou o cenário à ascensão de regimes autoritários europeus nos anos 1930.
“Eu, como historiador, volto à Europa dos anos 30, quando começa Hitler na Alemanha, depois o Mussolini na Itália, depois o generalíssimo Franco na Espanha, depois o Salazar em Portugal”, declarou.
O político também relatou sua participação em manifestações desde a campanha das Diretas Já e mencionou a presença de jovens e de outros setores da sociedade nos atos recentes.
Medidas econômicas e críticas à oposição
O coordenador comparou medidas do governo Lula voltadas ao agronegócio e aos microempreendedores individuais (MEIs). Segundo ele, benefícios concedidos a grandes produtores rurais não recebem a mesma crítica que iniciativas destinadas a pequenos empreendedores.
Bueno citou o perdão de dívidas e o reescalonamento de débitos rurais, além de uma medida fiscal de R$ 12,5 bilhões relacionada aos MEIs. Para ele, há tratamento desigual na avaliação dessas iniciativas.
Banco Master e investigação
Bueno atribuiu ao governo Jair Bolsonaro a autorização para o funcionamento do Banco Master e afirmou que a investigação sobre o caso avançou durante o governo Lula, com atuação da Polícia Federal e do Banco Central.
Ele também defendeu a pacificação política e afirmou que o debate entre esquerda e direita não deve ser levado ao extremo.
“Precisamos pacificar o país. Esse conceito de esquerda e direita é um conceito que não pode ficar tão extremado da forma que tá”, disse.
Indicações políticas em Goiás
Durante a entrevista, Bueno afirmou que 14 dos 17 deputados federais goianos indicaram nomes para cargos em órgãos federais no estado. Ele citou instituições como Polícia Federal, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Ministério da Agricultura.
Questionado sobre os parlamentares que não fizeram indicações, mencionou os deputados ligados ao grupo político de Ronaldo Caiado e Magda Mofatto. Segundo Bueno, os demais parlamentares indicaram nomes para cargos federais em Goiás.



