IV Fronteira Festival seleciona 26 filmes de 20 países para mostras competitivas

O IV Fronteira Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental selecionou oito longas e 18 curtas-metragens de 20 países para suas duas mostras competitivas, a serem realizadas de 12 a 21 de abril de 2018, no Cinema Lumière do Banana Shopping, no Centro de Goiânia. Realizado pela Barroca Filmes, o festival conta com recursos do Fundo Nacional da Cultura, com a apresentação da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, Seduce e Governo de Goiás, e patrocínio da rede Cinemas Lumière.

Selecionados em competição mundial – A seleção demonstra a diversidade de formas do cinema contemporâneo, inclinando-se para o risco e a experimentação que emerge de visões singulares e expressivas ao redor do mundo. São filmes da China, Brasil, Itália, França, Colômbia, Palestina, Catar, Chile, Bélgica, Países Baixos, EUA, Filipinas, Espanha, Portugal, Áustria, Grécia, Japão, Alemanha, Finlândia e Dinamarca.

“A grande maioria dos filmes que tiveram suas premières mundiais nas últimas edições de festivais como FID Marseille, Locarno, Rotterdam e Berlinale fazem, no Fronteira, sua estreia no Brasil e na América Latina, situando o festival como espaço urgente do encontro com novas formas do fazer cinematográfico”, valoriza o programador e um dos diretores artísticos do Fronteira, o crítico de cinema Rafael Parrode. Além dele, realizaram a seleção das mostras competitivas os programadores Camilla Margarida, Dalila Martins, Marcelo Ribeiro e Ricardo Roqueto.

Longas-metragens – Retornam à mostra competitiva do IV Fronteira o norte-americano Chris Gude – melhor filme na primera edição do Fronteira (Mambo Cool, 2014) – e seu novo Mariana (2017); o realizador da Ceilândia, Adirley Queiroz (foto), melhor diretor também na primeira edição, e seu Era Uma Vez Brasília (2017); e a realizadora kwuaitiana baseada nos EUA, Basma Al Sharif, que concorreu na segunda edição do festival com o curta O’Persecuted (2015), agora em seu primeiro longa, Ouroboros (2017).

Compõem ainda a seleção trabalhos como o do emblemático artista visual chinês Xu Bing, que realiza seu primeio longa com Os Olhos da Libélula (Dragonfly Eyes, 2017) e o novo filme da aclamada realizadora belga Annik Leroy, Tremor (2017). Completam a mostra competitiva de longas Eu Sou o Rio (2017), da dupla carioca Anne e Gabraz; o premiado filme da chilena Tiziana Panizza, Terra Solitária (Tierra Sola, 2017); e o italiano Eles Ainda Queimam (Esse Bruciano Ancora, 2017), da dupla Felice D’Agostino e Arturo Lovato.

Curtas-metragens – Os 18 curtas selecionados compõem três programas. No programa “Estados de Emergência” destacam-se filmes que expõem um desajuste e uma rebeldia diante do mundo destroçado em que vivemos. Filmes como Anti-Objetos (Anti-Objects, 2017), do realizador da etnia indígena norte-americana pechanga ho-chunk Sky Hopinka; Poço dos Desejos (Wishing Well, 2018), da artista alemã Sylvia Schedelbauer; Miragem Meus Putos (2017), do português Diogo Baldaia; Babilônia (Babylon, 2017), do filipino Keith Deligero; e o brasileiro Filme de Rua (2017), trabalho coletivo dirigido por Joanna Ladeira, Paula Kimo, Zi Reis, Ed Marte, Guilherme Fernandes e Daniel Carneiro.

“Paisagens da Memória” lida com inscrições e vestígios do mundo a partir de uma postura ética engajada diante da guerra e do fascismo instalados. Compõem o programa O Turista no Espelho (2018), novo filme do veterano realizador goiano Lourival Belém Jr.; Travessia (2017), da brasileira Safira Moreira; Armadilha (Decoy, 2017), da norte-americana Alee Peoples; Homem Negro sem Identificação(Hombre negro sin identificar, 2017), do espanhol Javier Extremera; Rosa (2018), do sírio baseado nos EUA Saif Alsaegh; Nu Dem (2017), da norte-americana Jennifer Spazadeh; e Rua dos Construtores 3 (3rd Builders’ Street, 2018), do alemão Pim Zwier.

“O Mundo que Falta” conclui a mostra buscando formas possíveis para representar um mundo que nos foi tirado, restituindo sua essência primordial. Serão exibidos neste programa Chamas (Polte, 2018), do realizador e preservador finlandês Sami Van Ingen; O 21° Dia (To Find the Day 21ST, 2017), da japonesa Kieko Ikehata; Frases Fantásticas (Phantasiezatse, 2017), do bósnio Dane Komljen; Mondo LXXV (2017), do realizador anapolino Rei Souza; A Pedra do Sol (Sunstone, 2018), da portuguesa Filipa César e do inglês Louis Henderson; e Terra Arrasada n.1 (Wasteland n.1, 2017), da norte-americana Jodie Mack.

Goianos desobedientes – Além das competitivas, mostras especiais não competitivas estão sendo programadas para esta edição. Uma delas é a Cadmo e o Dragão – mostra fixa dedicada a filmes desobedientes, de temas urgentes e atuais, produzidos em Goiás. “Esta mostra surge como o desenho de uma historiografia possível de um cinema experimental e inventivo produzido em nosso estado ao longo do tempo. Na busca por renovação, revelamos realizadores cujos olhares se destacam pelo frescor e rebeldia”, define Parrode.

Família S2 (2017), do falecido realizador João Henrique Pacheco, revela, com bom humor e montagem frenética, o avanço do conservadorismo a partir dos grupos de família no WhatsApp. O jovem Larry Sullivan abre sua câmera generosa e respeitosa na observação do universo particular de mulheres empoderadas da periferia em Kris Bronze (2018). Sr. Raposo (2018), de Daniel Nolasco, traz a sexualidade e o homoerotismo de forma livre e poética. O diretor Rafael de Almeida, em seu Wide awake (2018), faz um percurso crítico e poético do universo feminino a partir do found footage, técnica em que se realiza um filme montando materiais de arquivo. Estou na Cachoeira (2017), de Lucas Matheus, traz a simplicidade do gesto e a agudeza de um olhar sensível, trazendo, com o pretexto da banalidade, a história de escravidão negra em Goiás. Por fim, Diriti De Bdé Burê (2017), de Silvana Bellini, mostra-se como a aventura de se filmar o outro, propondo uma reconexão com a memória indígena pelo lugar revisitado em experiência e found footage.

Serviço
IV Fronteira Festival – Filmes selecionados para mostras competitivas 
Mais infohttp://www.fronteirafestival.com
Facebookhttps://www.facebook.com/fronteirafestival/

Imagem: Reprodução/Longa “Eu Sou o Rio”

Redação Bandeirantes

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