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quinta-feira, 8, janeiro 2026

Governo Trump recua e deixa de apontar Maduro como chefe de cartel de drogas 

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Uma nova versão do ato de acusação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos após sua captura, no último sábado (3), traz mudanças relevantes na forma como o suposto “Cartel de los Soles” é caracterizado pelas autoridades norte-americanas. 

No documento original, apresentado em 2020, o texto descreveu Maduro como líder da organização e citou o grupo 32 vezes. Além disso, a gestão do então presidente Donald Trump manteve essa abordagem ao longo de 2025. Nesse período, a Casa Branca classificou o grupo como organização terrorista.

Na versão atualizada da acusação, porém, o texto cita o termo “Cartel de los Soles” apenas duas vezes. Além disso, deixa de tratá-lo como um cartel estruturado. O texto passa a descrevê-lo como um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentados por recursos provenientes do narcotráfico. 

Segundo a nova formulação, os lucros do tráfico de drogas “fluem para funcionários civis, militares e de inteligência corruptos em níveis mais baixos, que operam dentro de um sistema de clientelismo gerenciado por aqueles que estão no topo — indicados como Cartel de los Soles, uma referência ao emblema de sol usado nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alto escalão”. 

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A acusação

A acusação sustenta ainda que Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, teriam participado, perpetuado e protegido esse esquema de clientelismo ao longo dos anos. 

Especialistas em crime organizado na América Latina apontam, há décadas, que o termo “Cartel de los Soles” surgiu de forma coloquial na mídia venezuelana nos anos 1990, antes da chegada de Chávez ao poder, para designar redes de agentes públicos corruptos ligados ao narcotráfico, e não uma organização hierárquica nos moldes dos grandes cartéis colombianos ou mexicanos. 

O recuo na caracterização do suposto cartel reforça questionamentos sobre a legitimidade da designação antiterrorista adotada pelo governo Trump no ano passado. Ainda assim, o novo documento manteve as acusações centrais contra Maduro por envolvimento com o narcotráfico.

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