O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), assinou nesta quinta-feira (5) acordo com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para a criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral. A nova estrutura será implantada na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UFG), no Campus Aparecida de Goiânia.
O documento prevê investimento de R$ 28 milhões para a implantação do instituto, que terá como foco a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a formação de especialistas na área mineral. A iniciativa conta com a participação do Governo de Goiás, da UFG, da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).
O acordo foi assinado pelo secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna, e pela reitora da UFG, Sandramara Matias.
Foco em Terras Raras e inovação tecnológica
O centro atuará no desenvolvimento de pesquisas em processamento mineral, com destaque para Terras Raras e remineralizadores de solo. Também oferecerá cursos e capacitações para formar profissionais especializados no setor.
A criação do instituto ocorre em um momento estratégico para Goiás. O estado se destaca nacionalmente por descobertas e projetos avançados na exploração de Terras Raras. Esses minerais são essenciais para a transição energética, a produção de tecnologias limpas e a segurança alimentar.
O novo centro terá atuação em diferentes frentes da mineração, incluindo agrominerais, minerais para construção civil, gemas e minerais estratégicos ligados à transição energética.
Segundo o secretário Joel Sant’Anna, a iniciativa fortalece a capacidade científica do estado e amplia as possibilidades de verticalização da produção mineral.
“Com a descoberta das Terras Raras e o trabalho para atrair investimentos na exploração desses minerais críticos, a criação do centro é fundamental para que Goiás avance em pesquisa, transferência de tecnologia e geração de negócios. O objetivo é que o estado não apenas exporte minério, mas também desenvolva tecnologias a partir desses minerais já processados”, destacou.
A reitora Sandramara Matias afirmou que a Faculdade de Ciências e Tecnologia da UFG vai conduzir o centro. Segundo ela, a iniciativa ajudará a posicionar Goiás como polo nacional em inovação mineral.
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Potencial mineral estratégico
Goiás abriga importantes reservas de Terras Raras em municípios como Minaçu, Nova Roma e Iporá. Entre os projetos em destaque está a Serra Verde, em Minaçu — atualmente a única operação comercial de Terras Raras em atividade no Brasil e uma das poucas fora da Ásia a produzir e exportar elementos pesados desses minerais.
Outro empreendimento em fase avançada é o Projeto Carina, da multinacional peruana Aclara Resources, em implantação em Nova Roma, com investimento estimado em R$ 2,8 bilhões. A empresa canadense Appia também desenvolve pesquisas sobre Terras Raras em Iporá e municípios do entorno.
Com a inclusão do setor mineral no ProGoiás, o estado passou a oferecer condições mais competitivas para o processamento e a industrialização local. A medida reduz a dependência do modelo baseado apenas na exportação de matéria-prima bruta.
De acordo com a SIC, o governo estadual adota uma estratégia baseada em segurança jurídica, incentivo a investidores e responsabilidade ambiental. A política também prevê investimento em ciência e tecnologia. O objetivo é posicionar Goiás como referência nacional e internacional em mineração de alta tecnologia nos próximos anos.


