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sexta-feira, 17, abril 2026

Goiás vira referência nacional e inspira ampliação do diagnóstico genético de câncer de mama no SUS 

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Goiás passou a ser referência nacional em saúde da mulher após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), ligada ao Ministério da Saúde, destacar o programa Goiás Todo Rosa durante reunião. O encontro resultou na recomendação favorável à inclusão do exame genético para câncer de mama na rede pública. 

O reconhecimento reforça o protagonismo do estado na adoção de estratégias inovadoras. Essas ações seguem as diretrizes mais atuais do Sistema Único de Saúde (SUS). O foco está no diagnóstico precoce e no acesso qualificado aos serviços.

A Sociedade Brasileira de Mastologia apresentou a proposta, debatida por secretários estaduais e representantes da área, com avaliações positivas. Nesse contexto, especialistas citaram o Goiás Todo Rosa como política eficiente e modelo a ser replicado.

Avanço no diagnóstico 

Durante a reunião, a Conitec recomendou a incorporação do exame de sequenciamento genético para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados ao câncer de mama e também ao câncer de ovário. 

Esses genes atuam na proteção contra o desenvolvimento de tumores e, quando apresentam alterações, aumentam o risco da doença. A tecnologia permite diagnósticos mais precisos e contribui para a definição de tratamentos mais eficazes, principalmente em casos não metastáticos. 

A medida representa um avanço importante para ampliar o acesso a exames de alta complexidade no SUS e fortalecer a linha de cuidado em oncologia. 

Referência em política pública 

O destaque nacional evidencia que Goiás já implementa ações alinhadas às práticas mais modernas da saúde pública. Por meio do Goiás Todo Rosa, o estado vem ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e qualificado, o que contribui diretamente para melhores resultados no tratamento. 

Para o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Marcelo Rabahi, a iniciativa representa um marco na incorporação de novas tecnologias no sistema público de saúde. 

Segundo ele, o acesso ao exame genético permite prever a evolução da doença e possibilita intervenções mais precoces, além de ampliar as ferramentas disponíveis para os profissionais da área e fortalecer o papel da universidade pública no desenvolvimento de políticas de saúde. 

A mastologista e professora da UFG, Rosemar Macedo Sousa Rahal, que participou da criação do programa, destacou o impacto da iniciativa. Para ela, a possibilidade de levar o modelo para outros estados amplia o acesso à prevenção e contribui para reduzir desigualdades no atendimento, garantindo que mais mulheres tenham acesso a estratégias de cuidado e diagnóstico. 

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Como funciona o programa 

O acesso ao exame genético pelo Goiás Todo Rosa começa na rede pública de saúde, com a identificação de pacientes em Unidades Básicas de Saúde ou Policlínicas. 

O programa atende mulheres com diagnóstico de câncer de mama ou de ovário antes dos 40 anos. Também inclui casos de câncer de mama triplo-negativo antes dos 50 anos. Além disso, contempla pacientes com histórico familiar relevante.

Após a indicação clínica, a equipe coleta material — sangue ou saliva — de forma simples e segura. As amostras seguem para análise no Centro de Genética Humana do Instituto de Ciências Biológicas da UFG. No local, os profissionais realizam o sequenciamento genético.

O resultado costuma ser liberado em cerca de um mês. A partir disso, a paciente recebe acompanhamento com equipe especializada, incluindo aconselhamento genético e orientação sobre os próximos passos. 

Nos casos em que identificam mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, o programa oferece monitoramento intensificado. Também prevê cirurgia preventiva e acompanhamento familiar. Essas medidas ampliam as ações de prevenção.

Ampliação no SUS 

Para o secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, o reconhecimento nacional evidencia o avanço da saúde pública em Goiás, com investimento em tecnologia e ampliação do acesso a exames de alta precisão. 

Com a recomendação da Conitec, o exame deve avançar para incorporação no SUS, o que pode ampliar o acesso ao diagnóstico genético em todo o país e fortalecer a assistência ao câncer de mama no Brasil.

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