Goiás pode ser o primeiro do Centro-oeste a realizar transplantes de pâncreas

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O Governo de Goiás está em processo de habilitação junto ao Ministério da Saúde para realizar transplantes de pâncreas e pâncreas-rim. Com a autorização, o Estado se tornará o primeiro no Centro-Oeste a promover esse tipo de cirurgia, comum em pacientes com diabetes tipo 1. O credenciamento está em fase final de análise e a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é iniciar a nova modalidade de transplante já em 2021.

O objetivo é que as cirurgias sejam feitas no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), que já promove o mesmo tipo de procedimento com fígado e rim. Com mais de 500 transplantes concluídos, o hospital goiano é referência, sendo o 5º maior centro transplantador renal do país.

Gerente de Transplantes da SES, Katiúscia Freitas conta que o Estado trabalha para aperfeiçoar esse serviço, que é vital. “Goiás tem mostrado potencial de atender os pacientes e melhorar sistema de transplante como um todo. Acredito que, no futuro, teremos condições de caminhar em busca de outros transplantes”, projetou.

Mais que ampliar o leque de atendimentos do HGG via Sistema Único de Saúde (SUS), o transplante pancreático representa esperança aos goianos que porventura precisarem desse tipo de procedimento. Isso porque, segundo protocolos da Saúde, quando um órgão é captado no Estado, mas não pode ser transplantado no local, ele é disponibilizado na fila nacional de espera. No entanto, assim que habilitado, o HGG poderá priorizar os receptores daqui, o que deve acelerar o acesso dos goianos à cirurgia.

Sobre as equipes

O serviço de transplante renal no HGG já realizou, até meados de setembro deste ano, 487 cirurgias do tipo. Já o transplante de fígado ocorre desde julho de 2018. De lá pra cá, o hospital concluiu 19 cirurgias. Todo esse trabalho é feito por duas equipes especializadas, já autorizadas pelo Ministério da Saúde.

No pedido de habilitação que está em andamento, a SES-GO pede aval para atuação de mais três equipes multiprofissionais no HGG. Uma delas é focada no transplante de rim, e vai reforçar o atendimento que já se tornou referência nacional. As outras duas equipes são novidade: uma especializada em pâncreas e, a outra, na modalidade simultânea pâncreas-rim. Para isso, são necessários nefrologista, urologista, cirurgião geral, endocrinologista e anestesista, todos com experiência comprovada.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil possui atualmente 57 pessoas na fila de espera para transplante exclusivo do pâncreas, enquanto outras 445 aguardam a modalidade simultânea (pâncreas e rim).


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