Goiás deve contar com ajuda da bancada federal para novos repasses contra Coronavírus

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Em entrevista ao Jornal Bandeirantes na manhã desta sexta-feira (27), o secretário estadual de saúde, Ismael Alexandrino, comentou sobre recursos enviados pelo governo federal até o momento contra o coronavírus nesta fase inicial e que deve contar com ajuda da bancada federal para conseguir mais repasses.

Segundo Alexandrino, até o momento foi repassado pelo Ministério da Saúde R$ 14 milhões iniciais, e depois mais R$ 19 milhões, que também deverão ser repassados para os municípios. De acordo com ele, o quantitativo sinalizado pelo governo federal ainda não é o suficiente. “Ainda mais agora no período inicial é quando a gente mais precisa, quando vai ampliar estrutura, definição…”, explicou.

O secretário ainda afirmou que o Estado deve contar com recursos da bancada federal que em grande parte fez o compromisso de ajudar na mudança da destinação de verbas federais para ações contra o Coronavírus.

Equipamentos

Alexandrino também comentou sobre denúncias sobre a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) nas unidades do interior. De acordo com ele, o problema é a ainda a baixa produção e o consumo elevado nesse momento.

“Provavelmente algumas unidades municipais, não é exclusividade só de Goiás, elas tiveram nesse momento inicial um estoque não adequado”, relatou. Ainda segundo ele, o Estado já tem feito ações para “ajudar os municípios nessas aquisições, até mesmo com repasse de verba”.

“Nas unidades estaduais estamos cumprindo os EPIS”, afirmou. Ele ainda lembrou que o repasse estadual e federal vai ajudar as cidades do interior a não precisarem de encaminhar pacientes em casos mais simples ou com menos gravidade à capital.

Quarentena

Em relação as possíveis mudanças no isolamento social do Estado, a partir do dia 4 de abril, o secretário relatou que todos os casos são ponderados pela equipe e a visão é que as regras iniciais já ajudaram no “achatamento da curva” de casos confirmados.

“Nós conseguimos achatar a curva, mas no retorno disso, também não pode vir de uma vez só”, ressaltou. Ele completou: “Lembrando que o governo tem tomado medidas há algum tempo, antes da quarentena e isso tem repercutido positivamente”.

Segundo ele, as medidas tomadas pelo Governo Estadual têm disso avaliadas como acertadas. “Quando os casos aparecem de forma exponencial fica difícil de controlar depois, por isso que a rédea foi tão curta nesse início para que tenhamos menor impacto tanto no número de casos graves tanto no número de óbitos”, finalizou.

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