O Governo de Goiás ampliou a oferta do Serviço de Diálise Peritoneal na rede pública estadual e avançou na Política de Atenção à Pessoa com Doença Renal Crônica. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás e já está disponível nas policlínicas de Posse, Formosa e Goianésia. A previsão é que o serviço também seja implantado na unidade de Quirinópolis.
Com a descentralização do atendimento, pacientes dessas regiões deixam de se deslocar até Goiânia para realizar o tratamento, o que reduz custos e amplia a autonomia.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Rasível Santos, a meta é transformar Goiás em referência nacional na ampliação do acesso à diálise peritoneal. Atualmente, apenas 4% dos pacientes no Brasil utilizam essa modalidade de tratamento, enquanto no Centro-Oeste o índice chega a 7%.
A coordenadora de Nefrologia da SES, Adriana Rodolfo de Queiroz, destaca que a expansão fortalece a organização das linhas de cuidado e amplia o acesso à Terapia Renal Substitutiva dentro do Sistema Único de Saúde.

Vantagens clínicas e econômicas
A diálise peritoneal utiliza o peritônio, membrana natural do corpo humano, como filtro para eliminar toxinas e excesso de líquidos. Diferentemente da hemodiálise convencional, o paciente pode realizar o procedimento em casa após treinamento. Essa possibilidade garante maior autonomia.
Do ponto de vista clínico, o método contínuo promove maior estabilidade hemodinâmica, reduz oscilações bruscas de pressão arterial e diminui riscos cardiovasculares.
O presidente da Sociedade Goiana de Nefrologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia – Região Centro-Oeste, Ciro Bruno Silveira Costa, avalia que a terapia também apresenta vantagens econômicas, pois demanda menos infraestrutura, reduz custos com transporte e contribui para aliviar a sobrecarga das clínicas de hemodiálise conveniadas.
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Mais qualidade de vida
O aposentado W.J.O., de 63 anos, morador de Jaupaci, relata que passou a ter rotina mais tranquila após migrar para a diálise peritoneal. Antes, precisava percorrer mais de 200 quilômetros, três vezes por semana, até Goiânia para realizar hemodiálise.
Com o tratamento domiciliar, ele afirma que consegue realizar o procedimento em casa e manter vida mais próxima da normalidade enquanto aguarda transplante renal.
A ampliação do serviço integra o conjunto de ações da SES para qualificar a rede especializada e ampliar o acesso a tratamentos de maior autonomia e humanização no SUS.


