Goiânia ocupa 1º lugar no ranking das capitais brasileiras com menor índice de perdas de água, revela estudo

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Estudo do Instituto Trata Brasil, elaborado com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), em referência ao ano de 2020, consagra o município de Goiânia em 1º lugar no ranking das capitais brasileiras com menor índice de perdas de água. Goiás é o estado que menos perde água na distribuição em todo o País, com 27% de perdas. Na capital, índice é de 18%.

O Instituto classifica a capital em “padrões de excelência”, e aponta que a perda de água na distribuição em Goiânia é menor do que a de cidades da Europa e da Ásia. Segundo o estudo, Aparecida de Goiânia também está em destaque, com 22%. A título de exemplo, os índices de Londres e Hong Kong são de 28% e 25%, respectivamente.

O índice foi celebrado pelo prefeito Rogério Cruz, que destacou a importância da redução das perdas para garantir o abastecimento aos goianienses, durante a estiagem. “Estamos falando não apenas em economia e responsabilidade ambiental, mas também na regularidade do abastecimento no período de estiagem”, assinala.

A Saneago, empresa concessionária de serviços de saneamento básico em Goiás, destaca que o combate às perdas é ponto estratégico no planejamento da Companhia. Ela destaca que as perdas na distribuição correspondem ao volume de água disponibilizado, mas não contabilizado como volume utilizado pelos consumidores.

“As perdas são provocadas, entre outros motivos, por vazamentos, pressões altas nas redes, problemas na operação dos sistemas, ligações clandestinas, irregularidades na medição de água, submedição dos hidrômetros e ausência de programas de monitoramento de perdas”, informa a estatal.

Segundo o presidente da Agência de Regulação de Goiânia (AR), Paulo César Pereira, a atuação eficaz e atenta da administração municipal como contratante da Saneago, associada à boa atuação da empresa, resultam nesses dados que transformam Goiânia em referência nacional.

“A administração municipal tem cumprido rigorosamente o seu papel de garantir com que esse serviço seja prestado à população com a melhor qualidade possível. Goiânia tem feito isso por meio da Agência de Regulação que é o órgão responsável pelo disciplinamento do contrato, ou seja, que estabelece como os serviços devem ser prestados, quais os trabalhos de manutenção devem ser executados e quais os investimentos a serem feitos”, explica Paulo César Pereira.

De acordo com o Novo Marco do Saneamento, os estados e o Distrito Federal devem alcançar a marca de 25% de perdas até 2033. Enquanto a média nacional de perdas de água é de 40%, Goiás atingiu apenas 27%.

Leia mais: PRF alerta sobre o risco de queimadas em rodovias

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