Goiânia conquistou, nesta quarta-feira (12), o Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), durante a Lat.Bus Transpúblico, em São Paulo. A capital goiana venceu na categoria Mobilidade Motorizada, com o projeto de metronização do transporte público em vias urbanas.
A tecnologia reorganiza o funcionamento dos semáforos para priorizar a circulação dos ônibus. Com a implantação do sistema, os veículos passaram de uma operação com sinal verde em cerca de metade dos cruzamentos para mais de 90% deles.
Segundo a Prefeitura de Goiânia, a velocidade operacional média dos ônibus também aumentou. Antes da metronização, era de 16 km/h e passou para 21,5 km/h, crescimento de aproximadamente 34%. Na prática, a mudança reduz as paradas durante os trajetos e aumenta a previsibilidade das viagens.
Como funciona a metronização
O sistema utiliza dados da operação do transporte coletivo e do trânsito para ajustar o funcionamento dos semáforos nos corredores.
O sistema monitora em tempo real informações como localização dos ônibus, quantidade de passageiros e oferta de viagens. Câmeras instaladas nos cruzamentos também identificam o fluxo de veículos.
A tecnologia de Internet das Coisas (IoT) processa os dados e permite ajustar os tempos dos semáforos conforme as condições do trânsito.
A proposta é fazer com que os ônibus, que transportam um grande número de passageiros por viagem, tenham maior fluidez sem comprometer a circulação dos demais veículos.

Metronização integra o Programa Nova Mobilidade
A metronização faz parte do Programa Nova Mobilidade, conjunto de ações da Prefeitura de Goiânia voltadas à melhoria do transporte coletivo e à redução do tempo gasto pelos passageiros nos deslocamentos.
A estratégia reúne medidas de trânsito, tecnologia, infraestrutura e reorganização da operação. Também inclui intervenções em terminais, estações e pontos de embarque, além da integração com as ações da Nova RMTC.
A implantação do sistema é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e o RedeMob Consórcio.



