A precariedade do saneamento básico em Goiás tem impactado a saúde pública. Em 2024, o estado registrou 21.476 internações por doenças ligadas ao saneamento inadequado (DRSAI), sendo a maioria delas causada pelo surto de dengue. A Região Centro-Oeste lidera o ranking nacional de hospitalizações relacionadas ao saneamento, com 25,5 internações a cada 10 mil habitantes.
A falta de infraestrutura favorece a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. No ano passado, Goiás teve 321 mil casos de dengue e 429 mortes. Em 2025, já foram confirmados 22.487 casos, sendo 5.712 apenas em Goiânia.
Além da dengue, doenças gastrointestinais causadas por água contaminada seguem preocupando, afetando especialmente crianças e idosos. O custo com internações em 2024 chegou a R$ 10,86 milhões.
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Goiás também figura entre os estados com maior mortalidade por doenças ligadas ao saneamento, com 818 óbitos em 2023. Especialistas apontam que investir em saneamento pode reduzir em até 70% as hospitalizações e gerar economia de R$ 43,9 milhões ao ano.