Empresários vivem expectativa para abertura de indústrias e comércios em Goiás

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O governador Ronaldo Caiado (DEM) deve anunciar no próximo domingo (19), um novo decreto sobre as regras de combate a pandemia ao novo coronavírus em Goiás. A expectativa dos empresários é que o democrata flexibilize inúmeras atividades e possam reabrir grande parte da cadeia produtiva ao estado de Goiás.

Em entrevista ao Jornal Bandeirantes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, disse que mesmo com a liberação, as indústrias podem demorar até 15 dias para voltar ao ritmo normal e que o setor precisa andar junto com a abertura também do comércio.

Segundo ele, a expectativa é abertura “com cuidado e controle” de várias áreas “que não tem motivo para estar fechadas”, como a construção civil e indústrias que não geram aglomerações. “Mas temos a grande preocupação com o comércio. Não adianta abrir a indústria se não abrir o comércio. Um depende do outro”.

Mabel também citou que “o governador está com a cabeça boa nesse sentido” e que apesar do decreto liberar as atividades industriais, elas não devem voltar imediatamente já que de acordo com ele, é preciso realizar uma série de tarefas antes (como o pedido de matérias primais, chamada dos funcionários, organização de transporte, etc), o que pode levar a demora na volta efetiva dos trabalhos na indústria de 10 a 15 dias.

Avaliação

O presidente da FIEG também analisou que o primeiro decreto para fechamento de inúmeras atividades no Estado foi importante nos primeiros 15 dias, mas que a partir do segundo (que estendeu a duração e fechamento), o momento foi mais de preocupação e de provável índice de aumento no contágio do coronavírus.

“O primeiro fechamento daqueles 15 dias foram muito importante para as pessoas se conscientizar em relação ao problema. A segunda fechada as pessoas já estavam passando necessidade e começaram a trabalhar de forma escondida. Os cuidados não existiam. Essa segunda quinzena eu tenho certeza que a contaminação foi muito grande porque as pessoas precisavam trabalhar, queriam trabalhar e não tinha jeito de fazer de um jeito organizado e aberto”, argumentou.

Mabel disse que uma abertura organizada, como provavelmente deve terminar o governador, deixa mais fácil as ações de fiscalização e controle.

Plataforma

Mabel também disse que a Fieg disponibilizou a plataforma “Abertura Responsável” para o governo de Goiás poder ter um plano estratégico em localidades em que uma atividade pode abrir ou não.

“Não precisa fazer um decreto falando para abrir todos os bares e restaurantes, porque pode ter essa análise que em algumas cidades pode abrir e outras não”, disse.

De acordo com ele, esse serviço também indica as regras e exigências que devem ser cumpridas para que o estabelecimento cumpra como uma espécie de “alvará”. Ainda segundo Mabel, vários outros Estados e municípios já mostraram interesse no programa.

Leia mais:

Caiado diz que máscaras serão obrigatórias para os goianos a partir do dia 20

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