Candidato à reeleição para o Senado por Goiás, Vanderlan Cardoso (PSD) participou de sabatina na Rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira (15). Durante a entrevista, o parlamentar falou sobre a escala de trabalho 5×2, destinação de emendas parlamentares para a saúde, seu posicionamento político e a relação com o governo federal.
Vanderlan também comentou a indicação de um aliado para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e criticou a condução dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Vanderlan defende escala de trabalho 5×2
Ao comentar o debate sobre mudanças na jornada de trabalho, Vanderlan afirmou que suas empresas adotam a escala 5×2 há cerca de cinco anos.
Segundo o candidato, a mudança foi adotada diante da dificuldade de contratação de mão de obra. Ele citou unidades de suas empresas em Goiás, Pará, Bahia e Minas Gerais.
Vanderlan também afirmou que a redução da disponibilidade de trabalhadores levou empresas a investir em automação e reorganização dos processos produtivos.
“Hoje, para você conseguir pessoas e principalmente para achar de fábrica, se você não tiver uma condição melhor de trabalho, eles vão para os aplicativos e tudo mais.”
O senador disse que a experiência com a escala 5×2 reduziu os impactos da falta de mão de obra em suas empresas. Ele reconheceu, porém, que a automação exige investimentos elevados e precisa ser implantada de forma gradual.
Proposta de trabalho por hora
Vanderlan afirmou ainda que apresentou emendas ao projeto que trata da jornada de trabalho. Uma das propostas, segundo ele, prevê a possibilidade de contratação por hora, como alternativa para trabalhadores e empregadores.
O senador citou a experiência que teve com empresas nos Estados Unidos para defender o modelo.
“Nós temos que aproveitar esse momento de discussão e muitas das vezes as pessoas acham que esse projeto é de agora. Isso é de época de eleição. […] Mas esse projeto é de 2019.”
Senador diz ter destinado mais de R$ 500 milhões para saúde
Durante a sabatina, Vanderlan também foi questionado sobre a destinação de emendas parlamentares. O candidato afirmou que destinou mais de R$ 500 milhões para a área da saúde ao longo de aproximadamente sete anos de mandato.
Segundo ele, a expectativa é chegar a cerca de R$ 600 milhões ao final do período de indicações.
O senador citou investimentos em hospitais e municípios e defendeu que os recursos sejam direcionados de acordo com as prioridades identificadas.
“Tem que ter transparência e tem que eleger prioridades. Eu elejo as prioridades.”
Vanderlan mencionou instituições como o Hospital Araújo Jorge e o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) como exemplos de unidades que precisam de recursos para atendimento e pesquisa.
O candidato também afirmou que suas indicações possibilitaram recursos para mais de 60 mil cirurgias eletivas em Goiás. Segundo ele, a definição das empresas responsáveis pelos procedimentos cabe aos gestores municipais ou estaduais, conforme os processos de contratação.
Candidato se define como de direita, mas rejeita termo “extrema direita”
Questionado sobre seu posicionamento político, Vanderlan afirmou que pode ser considerado um candidato de direita. Ele lembrou sua participação na formação da chapa que deu sustentação à candidatura do então presidente Jair Bolsonaro em Goiás nas eleições de 2022.
Segundo o senador, a composição foi formada a pedido de Bolsonaro e contou com Major Vitor Hugo e Wilder Morais.
Vanderlan afirmou, porém, que não se identifica com o termo “extrema direita”.
“Tudo que é de extrema eu procuro sair fora disso.”
Vanderlan explica indicação para a Codevasp
O senador também respondeu às críticas relacionadas à permanência de um aliado na direção da Codevasp durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vanderlan afirmou que trabalhou para levar a estrutura da Codevasp para Goiás ainda durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, a indicação de Abelardo ocorreu em 2019, quando a unidade ainda funcionava como escritório.
O parlamentar negou ter apoiado Lula e disse que, após a mudança de governo, não participou da escolha para a permanência do indicado.
“Eu não apoiei o governo Lula. Apoiei o governo Bolsonaro.”
Segundo Vanderlan, a permanência do superintendente ocorreu por decisão da bancada goiana, em razão do trabalho desenvolvido anteriormente.
O senador também afirmou que a Codevasp atende parlamentares de diferentes partidos que destinam recursos para Goiás e não apenas suas indicações.
Candidato critica Davi Alcolumbre por pedidos de impeachment
Outro tema abordado durante a entrevista foi a tramitação dos pedidos de impeachment de ministros do STF.
Vanderlan afirmou que não cabe somente a ele decidir sobre a abertura desses processos. O senador criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não colocar os pedidos em votação.
Segundo Vanderlan, ele conversou pessoalmente com Alcolumbre sobre o assunto e considera que o presidente do Senado deveria tomar providências.
“É um amigo, mas está falhando.”
Vanderlan também afirmou ter alertado Alcolumbre sobre os efeitos políticos da ausência de uma decisão sobre os pedidos de impeachment.
O senador disse ainda que o presidente do Senado pretende buscar a reeleição para o comando da Casa e avaliou que a falta de encaminhamento dos pedidos pode prejudicar esse objetivo.
Vanderlan busca novo mandato em 2026
Vanderlan Cardoso, de 63 anos, é candidato à reeleição para o Senado por Goiás nas eleições de 2026. Empresário e político, ele disputa o pleito pelo Partido Social Democrático (PSD) e utiliza o número 555.
Na sabatina, o candidato apresentou argumentos relacionados à sua experiência empresarial e parlamentar e abordou temas que estão no centro do debate político nacional, como jornada de trabalho, emendas parlamentares, posicionamento ideológico e atuação do Senado.



