Comando de Batalhão em Goiânia teria sido o motivo da demissão do general Júlio César

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O futuro comandante do 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC), em Goiânia, tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid pode ser o ponto nevrálgico que culminou na demissão do então comandante do Exército Júlio César de Arruda, neste sábado (21).

Isso porque o militar que pode comandar a instituição na capital goiana era o homem de confiança do ex-presidene Jair Bolsonaro (PL) e também ajudante de ordens do governo passado. E Lula relutava a ideia de Mauro assumir o 1º BAC, ou seja, o petista teria tentado dissuadir o general Júlio César a mudar os planos de Mauro, já que seria uma atribuição do comandante do Exército fazê-lo. Contudo, Lula não teve sucesso em sua incumbência.

Como a ideia de mudar o comando do 1º BAC não foi alimentada e, também, uma pressão medonha da base de Lula foi aumentando, o presidente acabou juntando as duas coisas para optar pela demissão de Júlio César, demitindo-o, assim, neste sábado.

Em conversa com a reportagem, um deputado da base do presidente Lula afirmou que a “inação de Júlio César ao permitir os acampamentos de bolsonaristas na frente dos quartéis do Exército foi a gota d’água, além da aproximação de Mauro com Bolsonaro”.

Nesta sexta-feira (20), o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, divulgou que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro o tenente-coronel Mauro Cid operou uma espécie de caixa 2 com recursos em espécie que eram usados, inclusive, para pagar contas pessoais da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de familiares dela.

O comandante militar do Sudeste, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, deve substituir o general Júlio César, destarte o oficial estará à frente do Exército.


Leia mais: Presidente Lula demite comandante do Exército

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