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terça-feira, 17, março 2026

Caiado propõe reajuste de quase 70% em pensões para vítimas do césio-137

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O governador Ronaldo Caiado enviou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás um projeto de lei que prevê reajuste de 69,92% nas pensões pagas às vítimas do acidente radiológico com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987. 

A proposta beneficia 603 pessoas e prevê a atualização dos valores da Pensão Especial Vitalícia a partir de abril deste ano. 

Novos valores das pensões 

De acordo com o projeto: 

  • Para vítimas com radiação superior a 100 RAD, o valor passa de R$ 1.908 para R$ 3.242 
  • Para os demais atingidos, o benefício sobe de R$ 954 para R$ 1.621 

Segundo o governador, a medida busca garantir “respeito, justiça e cuidado com as vítimas” de um dos episódios mais marcantes da história do estado. 

Impacto financeiro e assistência 

Com o reajuste, o investimento previsto é de R$ 3,6 milhões em 2026. Para 2027 e 2028, o impacto orçamentário estimado é de R$ 4,9 milhões por ano. 

Além da pensão, o Governo de Goiás mantém assistência contínua às vítimas por meio do Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira (CARA) e também com suporte em saúde pelo Ipasgo Saúde. 

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Revisão de beneficiários 

O governador também destacou a realização de uma auditoria na lista de beneficiários da pensão. A revisão resultou na exclusão de pessoas que recebiam o benefício de forma irregular. 

De acordo com Caiado, a medida teve como objetivo garantir transparência e justiça na destinação dos recursos públicos. 

O acidente com o césio-137 

O Acidente radiológico de Goiânia ocorreu em setembro de 1987 e é considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear. 

O caso teve início após o rompimento de um aparelho radiológico abandonado do Instituto Goiano de Radiologia. A cápsula com material radioativo foi levada para um ferro-velho, no Setor Aeroporto, e acabou sendo manuseada por diversas pessoas, o que provocou a contaminação. 

Após a identificação do material, as autoridades iniciaram uma operação de emergência e os atingidos foram submetidos a protocolos rigorosos de tratamento. 

Décadas depois, o episódio ainda deixa marcas na vida de centenas de famílias goianas, que continuam recebendo acompanhamento e assistência do poder público.  

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