O município de Britânia, no Vale do Araguaia, recebeu autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para exportar frutos frescos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora. A habilitação contou com o apoio técnico do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), e abre novas oportunidades para os produtores locais no mercado internacional.
Com o reconhecimento, os agricultores poderão atender países que exigem medidas específicas de controle fitossanitário, incluindo parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Britânia integra sistema de controle de pragas
A autorização inclui Britânia no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a Anastrepha grandis, conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas. Com a inclusão, o município se torna o 20º de Goiás a integrar o sistema para essas culturas.
A habilitação resulta do trabalho conjunto entre a Agrodefesa, os produtores rurais e os responsáveis técnicos. O grupo cumpriu as exigências estabelecidas pelo Ministério da Agricultura para comprovar o atendimento aos protocolos fitossanitários.
A decisão foi oficializada pela Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no início de outubro.
Agrodefesa destaca apoio aos produtores
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirmou que a habilitação demonstra o investimento do Governo de Goiás no desenvolvimento da fruticultura.
“Trabalhamos para que o produtor goiano tenha respaldo técnico e possa chegar a mercados mais exigentes, mantendo o rigor fitossanitário em todas as fases. A inclusão de Britânia é fruto desse investimento e da dedicação da nossa equipe”, ressaltou.
O gerente de Sanidade Vegetal da Agência, Leonardo Macedo, destacou a participação da instituição desde o início do processo. Segundo ele, a equipe orientou os produtores, acompanhou o monitoramento e elaborou o projeto técnico enviado ao Ministério da Agricultura.
“Estivemos ao lado dos produtores e dos responsáveis técnicos, orientando o monitoramento e elaborando o projeto técnico encaminhado ao Ministério. Essa parceria entre o setor público e o produtivo vem aumentando, a cada ano, o número de municípios goianos no SMR”, explicou.

Monitoramento durou seis meses
O processo de habilitação exigiu acompanhamento contínuo das áreas de produção. De acordo com o coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, as equipes realizaram coletas regulares e monitoraram as plantações durante seis meses consecutivos.
O trabalho buscou demonstrar a ausência da praga nas áreas monitoradas, conforme os protocolos exigidos pelo Ministério da Agricultura.
“Foram feitas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção por um período ininterrupto de seis meses para demonstrar a ausência da praga, em conformidade com os protocolos exigidos. O resultado mostra o empenho dos produtores, dos responsáveis técnicos e dos fiscais da Agência”, concluiu.
Com a habilitação, Britânia passa a contar com condições para ampliar o acesso de seus produtores a mercados externos que exigem controles específicos contra pragas agrícolas.



