Corinthians recusa Einstein após atraso com exames do Goiás

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O “problema de logística”, segundo comunicado oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que fez o Goiás tomar conhecimento de 10 casos positivos do novo coronavírus (covid-19) minutos antes de a bola rolar na tarde de ontem (9) contra o São Paulo, na partida de estreia no Campeonato Brasileiro, foi a gota d’água para o Corinthians. Em nota oficial, o Timão afirmou que não fará os exames para detecção de covid-19 no Hospital Albert Einstein, parceiro da CBF. É o primeiro clube a tomar essa decisão, logo na rodada de abertura da Série A.

O Alvinegro cita “falhas e inconsistência nos testes realizados até aqui por outras equipes”. Uma delas, não nomeada pelo clube, é o Red Bull Bragantino. No Campeonato Paulista, 23 amostras coletadas pelo Einstein junto ao time de Bragança Paulista (SP) deram falso positivo para covid-19, o que só foi corrigido horas antes da partida contra o próprio Corinthians, pelas quartas de final do campeonato estadual. Na ocasião, o hospital disse que o problema pode ter sido causado pelo reagente utilizado. A Fundação Procon de São Paulo pediu explicações à instituição de saúde.

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que os jogadores, comissão técnica e demais colaboradores do departamento de futebol realizarão os testes para a covid-19 antes de todos os jogos do Campeonato Brasileiro, conforme prevê a Diretriz Técnica Operacional de Retorno das Competições CBF. No entanto, os exames não serão feitos pelo Hospital Albert Einstein. O Departamento Médico do Clube, ao verificar diversas falhas e inconsistência nos testes realizados até aqui por outras equipes, resolveu seguir com os exames realizados pelo mesmo laboratório de confiança utilizado durante a disputa do Campeonato Paulista. Desta forma, o Corinthians pode dar mais segurança a todos os seus colaboradores e também às equipes adversárias”, diz a nota corintiana.

Vale lembrar que o Timão já não queria realizar novos testes da covid-19 antes da final do Paulistão, contra o Palmeiras. O Alvinegro entendia seguir o protocolo da Federação Paulista de Futebol (FPF) ao manter a delegação em confinamento e examinada. A posição havia sido adotada poucos dias após o caso envolvendo o Bragantino. No fim, o Corinthians aceitou, em “comum acordo” com FPF e Verdão, realizar os testes antes da segunda partida da decisão, disputada no último sábado (8). O Einstein também foi o hospital parceiro no Estadual.

O time paulista estreia na próxima quarta-feira (12) no Brasileirão, às 19h30 (horário de Brasília), contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

Confusão em Goiás

No caso de Goiás x São Paulo, o clube goiano explicou que os exames feitos na última quinta-feira (6), três dias antes da partida, no “laboratório escolhido pela CBF” foram invalidados pela entidade, que alegou que “as amostras foram acondicionadas de maneira inapropriada”. Segundo a nota do Esmeraldino, a confederação pediu nova coleta. Tais exames foram realizados na sexta-feira (7), com a indicação dos 10 registros positivos disponibilizado apenas na manhã de domingo. O protocolo prevê a divulgação do resultado pelo menos 24 horas antes da partida.

O confronto foi adiado já com os atletas do São Paulo no gramado e ainda não tem nova data para ocorrer. Em nota, a CBF disse que a comissão médica da entidade “determinou à instituição hospitalar que assegure o cumprimento do prazo correto de envio dos resultados dos exames, mantendo a sua qualidade e confiabilidade”.

O Tricolor Paulista, também em comunicado oficial, manifestou-se dizendo que implementou, a partir da retomada dos treinos, em julho, “um rígido protocolo de trabalho dentro do departamento de futebol” e citando que “não houve, do primeiro teste até aqui, o registro de nenhum novo caso de infecção pelos nossos atletas”. A nota afirmou, também, que o adiamento “foi e será respeitado”, mas, destacou que “o mesmo profissionalismo praticado pelo São Paulo se reflita em outras instituições. É preciso ter responsabilidade diante de uma doença que já fez mais de 100 mil vítimas no Brasil”.

Com informações da Agência Brasil

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